27.6.12

[Resenha] Circo da noite... venha se maravilhar!


Esse livro me foi emprestado pelo meu primo Lucas. E tenho vontade de esmagar ele para agradecer esse empréstimo. Eu adorei o livro. Diferente de qualquer romance fantasioso.
Se as resenhas lidas já haviam me deixado curiosa. Ler o livro me deixou ainda mais. É compreensível? Eu fiquei imaginando as cenas, querendo poder estar lá e ver com meus próprios olhos.

Não foi um livro que eu viciei ao ponto de só pensar nele o tempo todo. Mas a leitura fluiu fácil e deixava o gosto de quero mais quando eu o fechava. (percebi que a Aione também comentou isso, a leitura flui sem ser devoradora. É necessário calma, a arte de cultivar um encontro)

Confesso que no começo tive que voltar algumas vezes para rever a história da cronologia. Não sou uma leitora muito atenta as datas. Neste livro elas são um pouco importantes no sentido de que os capítulos não são cronológicos. (vi que o Vítor, de Mestre das resenhas, também comentou sobre essa confusão do início) 
Vemos a história de Célia se iniciar, com ela criança, na ausência do circo. Com o passar dos anos o circo começa a ganhar forma, ser idealizado. 
Em alguns capítulos os anos passam contando a história do núcleo principal e do circo. Em outros, vemos os meses passar vagarosamente num tempo mais recente, contado do ponto de vista de admiradores do circo.

O que poderia causar confusão ao meu cérebro pouco cronológico, me encantou! As histórias irem se desenrolando até o momento em que tudo se encontra.

O sentimento de crueldade para com os envolvidos no duelo era amenizado por todo o encantamento proporcionado pelo circo, seus prazeres, suas atrações, seu mistério. Um circo que surge no meio da noite e age de modo inesperado! Um circo todo preto e branco!

E, entretanto, a mágica mais grandiosa que vemos desabrochar no livro é o amor. E não estou sendo sentimentalista ao falar desse modo. O amor e o desenvolvimento do amor é narrado de um modo doce e sutil (não meloso). Um conquistar e presentear todos os dias. Todo instante. Buscar dar ao outro a felicidade.
Neste ponto eu discordo da resenha da Juh Oliveto e da Juliana Neves. A minha sensação é de que apesar de o livro contar todo o resto (E QUE RESTO!!!), sobre o circo, sobre os outros personagens, sobre o duelo... Era um livro de amor. E o amor foi o ponto alto por ser tratado de um modo muito peculiar. 

Eu fiquei tão feliz com esse livro que ao escrever sobre ele duas semanas após a leitura, só consigo pensar na marca que ele deixou em mim. Nos sonhos que construiu em minha mente.
Definiria o estilo da autora do mesmo modo que ela definiu: um conto de fadas! Embora com um toque bem diferente.


 Veja outras resenhas e opiniões: Garota it, Leiturinhas, Maravilhoso mundo de tinta (crítica negativa)

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