20.6.12

[Resenha] Diários de uma paixão, primeiro livro lido de Sparks




Eu acho que essa semana a resenha vai ficar um pouco a desejar. É que estou na correria para conseguir realizar os exames admissionais e isso tem me deixado atarefada ( e não consegui dormir ontem).
Mas, cá estou. Esperando para ir dar aula em meia hora.
Durante o feriado consegui pôr a leitura em dia, me deixando mais feliz. E um dos livros lidos foi Diário de uma paixão de Nicholas Sparks. Eu adoro esse filme, assim como amei Um amor pra recordar e curti outros filmes baseados em seus romances. Já tinha dado de presente livros dele e... NUNCA TINHA LIDO UM ÚNICO SEQUER.
Havia esse compromisso. Quando a Saraiva divulgou o lançamento das edições de bolso, aproveitei e comprei um.  Lógico que a minha história preferida. 

Começo desapontada. O livro não é ruim. Porém, definitivamente o filme é melhor (na minha opinião).
A história é lindíssima. Um amor capaz de resistir ao tempo e as dificuldades.  Mas o modo como ela foi contada é que não fez os pelinhos do meu corpo se arrepiarem.
O livro é narrado ora em presente, ora em lembranças. Concordo que em alguns momentos isso faz perder a sequência do acontecimento, indo e voltando a todo instante. Parece aquela conversa onde um fato faz você lembrar outro e a conversa se emenda até retornar ao ponto original. Deu para compreender?
A segunda coisa que me deixou chateada é em comparação ao filme. Na versão cinematográfica somos introduzidos há um casal de idosos num lar de repouso (se bem me lembro, faz anos já). Não sabemos bem quem eles são, mas o senhor começa a contar uma história. A história entretem tanto que cheguei a esquecer os velhinhos. E eles retornam significativamente no final, deixando a surpresa.
A versão literária não deixa nenhum suspense no ar, e nos primeiros parágrafos já sacamos tudo. Vemos no passar das páginas apenas as ações que levaram ao momento atual. Pareceu-me que empobreceu desse modo.
O ponto positivo para mim foi a segunda metade do livro, onde nos atemos a atualidade. Ao lar de idosos. Indo a fundo nos sentimentos das pessoas que vivem nesse local, suas dores, seus anseios. Tudo isso está suavemente contado juntamente com a história de amor. Mais do que isso, vemos toda a dor de quem lida com o Alzheimer. Uma doença tão atual, a qual é difícil determinar se quem sofre mais é o doente ou os cuidadores.

Confesso que me foi impossível não ler e buscar as imagens do filme na memória. Isso pode ter gerado o desapontamento. Embora seja um autor de histórias bonitas, não sei se colocaria meu dinheirinho em outras obras dele.


E você, gostou?


Outras opiniões: Aione em Minha vida literária pensou diferente; Minha estante também gostou; em Livros e bolinhos também senti que o filme ganhou pontinhos; Mari de A leitora também adorou.

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