22.8.12

Anna e o beijo francês


Tirando o título, que eu gosto, mas que eu não acho adequado ao livro eu fiquei encantada.
Esse livro eu dei de presente ao meu cunhado ano passado, pelos comentários que eu tinha visto. Levei muito tempo para pôr as mãos nele, porém isso finalmente aconteceu.

É um livro adolescente, trata de amor, de amizade e de amadurescimento. Então, mesmo que seja adequado para uma ampla faixa etária, acredito que de 15 a 20 anos, esse se torna um momento propício para se deliciar com a história.

Anna é uma menina parecida com muitos jovens de hoje. Possui certos problemas familiares, pais separados, tem algumas dúvidas amorosas. E, na minha opinião, lida muito bem com isso para alguém da idade dela. Ela consegue enxergar muito da relação dos pais dela.
A coisa muda um pouco quando o pai decide transferí-la para Paris. (um escritor que assim como a Juh Oliveto de Livros e Bolinhos, eu acredito que seja Nicholas Sparks) De um modo autoritário, e Anna se sente perdida num mundo no qual ela desconhece os hábitos e a comunicação. (sim, Aione, tudo que é autoritário perde um pouco a graça)
Aos poucos ela consegue aprender a importância dessa experiência e se maravilhar com ela. Afinal, ela está em Paris!

Faz novas amizades, descobre como tirar proveito de algo que ela adora (o cinema), passa a apreciar a comida. E é uma adolescente, cheia de dúvidas e palpitações sobre um de seus amigos, Étienne Saint Clair. Um jovem que parece despertar a paixão em todas as integrantes do sexo feminino com idade para tal. Que tem namorada. Que é a paixão da primeira amiga que Anna faz na França. Que parece se interessar por Anna.

O livro se desenrola usando como base os sentimentos de Anna por Étienne e o relacionamento dos dois, porém é muito mais um livro sobre amadurecimento. Acho que Anna faz pouquíssima besteira e até sofre muito pouco para alguém da idade dela em situações parecidas. Eu teria enlouquecido, teria me arrependido de muita coisa.
Digamos que ela tem apenas seus 15 segundos de perda de controle total.

Ainda assim, me encantou. Adorei o livro e é provável que teria achado ainda melhor se já não tivesse feito tão boa opinião sobre ele anteriormente.
Agora, o tal do beijo francês... Não houve um enorme sentido para mim. Anna já tinha beijado (e usufruído do famoso beijo francês), Anna não beija UM francês, e por aí vai para não estragar a leitura de ninguém. Eu mudaria o título.

Termino dando destaque para as reflexões quanto as próprias atitudes e saber se colocar no local do outro, algo muito importante sempre (e principalmente nessa idade). E com algo proposto pelo livro que sequer tinha me dado conta algumas vez. Sobre o nosso lar nem sempre ser um local, mas ser alguém.

Acho que muita gente ainda vai se deliciar com essa história.

 Veja outras resenhas muito boas do livro: Leitora compulsiva também curtiu assim como Mejilla, Mari de A leitora incluiu entre seus favoritos.

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