11.11.12

[Resenha] Um amor para recordar, a salvação de Sparks



Há um tempinho eu devorei até me engasgar li Um amor para recordar que havia dado de presente para a Raquel há um tempo atrás. Foi minha tentativa de resgatar o desejo de ler Nicholas Sparks porque eu fiquei bem decepcionada com Diário de uma paixão.

Fiquei muito satisfeita por ele realmente ter me adorado. Eu peguei o livro para ler e só soltei quando acabei. Ou talvez ele tenha acabado comigo.
A resenha demorou porque eu li o livro na mesma semana que a Aione e, embora eu curta trazer a opinião de outras pessoas nas resenhas, gosto de me distanciar um pouco. Primeiro escrever e depois ler as resenhas, encontrando aí as semelhanças e as contradições. Senão eu sinto que eu posso acabar influenciada demais por outra pessoa que teve sentimentos semelhantes aos meus na hora de pôr em palavras.
Agora que o tempo passou, e que ela e a Duda fizeram um post duplo sobre a opinião diversa das pessoas sobre o fim do livro, já me sinto à vontade de vir trazer minha opinião.

Como no caso anterior, eu já havia assistido o filme há anos e me apaixonado. E fiquei conhecendo Sparks justamente quando vi publicado o livro desse filme.

O que me surpreendeu na leitura foi justamente as histórias literária e cinematográfica terem preservado a essência, mas rumado por caminhos diferentes. E ficando boas as duas.
Aqui temos a história sendo narrada por Landon em recordação de um tempo passado. E conhecemos Jamie pelos seus olhos, que são muito mais suaves que na versão cinematográfica, embora a Jamie seja quase caricata.
Ela é um anjo na Terra. Doce, boa, generosa, sem vaidade, sempre prestativa, amiga dos adultos e dos necessitados e uma infinidade de qualidades. Jamie, no entanto, é tudo isso menos jovem. Quando eu digo caricata, me refiro a ela ser a imagem de alguém tão perfeita na bondade que acredito que nem Jesus Cristo foi descrito assim. Mesmo assim, por um milagre isso não soa estranho, não incomoda, não destoa.
Só me deixava triste em ver tanto potencial, e ao mesmo tempo ver alguém deixando de viver uma fase da sua vida (e com isso não me refiro a loucuras de adolescentes).

Como esperado, mesmo por quem desconhece o enredo, Landon se vê em uma saia justa quando Jamie pede para ele fazer o papel principal na peça que eles estão participando, aumentando o contato de ambos por conta da má atuação dele.
Conhecendo melhor Jamie, vagarosamente Landon muda seu olhar sobre ela. Ela já não é mais a menina esquisita, porém uma jovem doce que merece seu amor.

O gostoso é que embora Landon não seja nenhum exemplo de garoto, ele tampouco é o badboy que criaram para o cinema. Isso sai um pouco daquele clichê de conversão do mau em bom. Ele é apenas um rapaz comum, que apronta vez ou outra e que não enxerga o mundo da perspectiva de Jamie.
Ela muda sim a vida dele para melhor, e o bonito é que ela muda como pode fazer com qualquer um de nós (mesmo leitores), mesmo que não sejamos delinquentes. Somos pessoas que cometem erros e que sempre podem serem mais úteis ao mundo e aos outros.

A comparação aparece de novo com relação a algumas cenas que eu gostava muito no filme. Ainda assim, não prejudicaram a história. Elas são diferentes e a leitura é belíssima do modo como foi construída.
Sinto-me cativada, entorpecida com os sentimentos de injustiça e paz que oscilam durante a leitura. E renovada ao fim. 
Isso porque o livro para mim transcende o romance adolescente, ele nos faz pensar em amadurecimento e fé no caminho a seguir. Algo que me recordou demais a história do casal de Para sempre.
Aqui sim a dinâmica da escrita de Sparks conseguiu me cativar. Do início ao fim.



Outros posts relacionados para curtir: Sparkiando por BookAddict, resenha de quem buscou o mesmo que eu em Além da contra-capa, Mariana do Confissões literárias confessou que não chorou, e da fã de Sparks Juh Oliveto que afirma que o livro trata mais de fé (concordo!).

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