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1.4.15

[Resenha] Como viver eternamente - Sally Nicholls







Título: Como viver eternamente
Título original: Ways to live forever
Autor(a): Sally Nicholls
País: Inglaterra
Ano publicação original: 2008
Editora: Geração
Páginas: 232



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(3,5/5)

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Eu jamais imaginava um livro narrado por uma criança. Menos ainda por uma criança com câncer e com uma doçura e inocência que tornavam a leitura um prazer.
E o que dizer dessa capa maravilhosa que mostra um dos momentos mais especiais do livro?

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Breve sinopse
Sam tem onze anos, adora fatos, ciência e está escrevendo um livro. Também tem leucemia e com a ajuda de seu amigo Félix ele vai escrevendo esse livro, com suas listas, suas perguntas sobre a vida e a morte. Também vai realizando desejos e nos emocionando. 
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2.1.15

[Resenha] Simplesmente irresistível






Título: Simplesmente irresistível
Título original: Simply Irresistible
Autor(a): Rachel Gibson
País: Estados Unidos
Ano publicação original: 1998
Editora: Jardim dos Livros
Páginas: 389



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(3,5/5)

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Eu gosto da escrita leve e cheia de sensualidade da Rachel Gibson, mas confesso que o início desse livro quase me fez abandonar a leitura.
Segui firme e conto as emoções e risadas.
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Breve sinopse
Tentando sair despercebido de um casamento,  astro do hóquei John Kowalsky é surpreendido pela lindíssima Georgeanne pedindo carona. É quando ele descobri que ela é a noiva que acabou de abandonar o proprietário do time em que John joga.
Mesmo com a irritante falação de Georgeanne e com todos os problemas que podem surgir, John não resiste a jovem que aprendeu apenas a seduzir e ser uma boa esposa. Porém sete anos depois, ela mostra que consegue se virar muito bem sozinha quando tudo parecia perdido.
Será que John Kowalsky ainda pode ser uma ameaça à sua felicidade e ao seu coração?
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11.11.14

[Resenha] Cuco





Título: Cuco
Título original: Cuckoo
Autor(a): Julia Crouch (site)
País: Inglaterra
Ano publicação original: 2011
Editora: Novo conceito
Páginas: 464





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(3,5/5)

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Eu lembro de críticas boas, outras ruins... Meu primo insistiu bastante que eu lesse e eu estava ansiosa desde a Bienal do ano passado (quando adquiri). Mas antecipo, minha opinião não foi a que eu esperava com as primeiras páginas.

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Breve sinopse
Rose começa a desfrutar de uma vida que ansiou por anos, quando recebe um telefonema de sua grande amiga Polly. Ela é viúva e está retornando a Inglaterra, Rose sequer exita ao convidá-la como hóspede.
Com décadas de convivência e muitas confidências, Rose começa a duvidar de ter tomado a decisão correta, mas já não consegue encontrar uma saída para a situação.
A família e a vida que tanto orgulham Rose está se destruindo.
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Eu sempre gosto de leituras que remetam a locais que conheci e dos quais sinto saudades. Assim, uma história que fala tanto sobre Brighton (mesmo que as lembranças não sejam boas), é uma boa pedida. Eu me perco nesses detalhes de descrições da cidade. E adorei poder contar com isso nesse romance.

Um romance psicológico, que nos leva as confusões da mente e decisões humanas também costuma me entreter enormemente. Não foi diferente com Cuco. A escrita da autora funcionou para mim, me fazendo grudar nas páginas e tendo dificuldade para parar. As mais de quatrocentas páginas fluíram mais rapidamente do que meras cem de alguns outros livros que passaram pela minha mão ultimamente e dos quais gostei.

Começo com um papo de psicóloga, pelos elogios para dizer que o livro não funcionou comigo.
Não apenas por seu detestável fim ou por uma sequência sem nenhuma inovação. Algumas cenas não foram bem desenvolvidas ou articuladas, e mesmo sabendo que eu mesma me comporto como Rose, me prendendo ao que não é mais importante, amarrando minha vida a pequenos fatos e detalhes quando se deve arriscar por algo maior. Bom, mesmo assim eu fiquei absolutamente irritada.

O leve mistério em cima de uma chantagem de fatos da vida de Rose que não eram conhecidos do seu marido ou de nós leitores, não foi bem encaminhado. Eu me perguntava que segredo tão terrível era esse para manter Rose nas mãos de Polly, mesmo diante da raiva que a personagem estava sentindo. Mesmo diante da catástrofe que se encaminhava. E honestamente, não era por inocência depois de certas páginas.

O mais coerente para mim foi a relação que ela estabeleceu com os filhos de Polly, o desejo de mantê-los como sua própria família, mas mesmo isso a autora acabou por abandonar a certa altura. E quando, por fim, surgiu a revelação do segredo, eu entendi  o receio inicial. Entretanto, Rose já havia passado pelo ponto em que o resultado da sua revelação ao marido não era o mais importante. Não diante do modo como o jogo estava se encaminhando.

Muitas das cenas também me recordaram demais outros filmes e livros. A perseguição aos animais de estimação, fazer mal às crianças, o que dizer da cena do olho que me levou diretamente a Precisamos falar sobre Kevin?

Ainda assim, a autenticidade dos personagens com a escrita da autora me fez voar as páginas. Como uma espécie de aprisionamento semelhante ao que Polly causava à Rose. Consigo entender o modo de ser da Polly, vejo a reviravolta de sentimentos que os personagens sofrem, entendo o jogo ao qual Rose se submetia. Queria gritar com todos! (eu também gritei Millena, e não me ouviram) Ainda assim, tapas nas nossas faces, porque todos nós podemos identificar situações em que agimos assim: sabendo que podemos mudar o rumo de tudo, mas encontrando as desculpas que nos mantêm nos malditos trilhos.

Sendo assim, Cuco é um livro que dividirá opiniões, como eu já tinha observado antes de leitura.
Repito as palavras da Nanda do Ler, Dormir, Comer "Rose e Polly eram amigas desde sempre. Pelo menos elas repetiram a mesma ladainha tantas e tantas vezes, que começaram a acreditar nisso."

12.3.14

[Resenha] A garota que eu quero





Título: A garota que eu quero
Título original: Getting the girl
Autor(a): Markus Zusak
País: Austrália
Ano publicação original: 2001
Editora: Intrínseca
Páginas:176






(3/5)

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Livro que escolhi para março no Desafio Bola da leitura. Definitivamente um livro que comprei pelo autor, sem sequer considerar nada mais.

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Breve sinopse
Cameron Wolfe é o caçula de três irmãos, e o mais quieto da família. Não é um sério astro do futebol ou um brigão charmoso, mas possui a força de amar e descobre o prazer das palavras. Tudo que ele quer é uma garota, como qualquer adolescente, porém ele deseja ter uma garota para amar, enquanto não consegue o que quer ele escreve.
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Comecei a leitura encantada com as palavras do autor. E não poderia ser diferente. 
As frases curtas, vindas da alma do adolescente. O cotidiano assume significados surpreendentes na combinação de palavras proposta por Zusak.
Cameron faz poesia com sua adolescência, o fato de ser ocultado pelos irmãos, pelo seu desejo de poder tocar uma garota, de poder tocar também a alma de uma garota, de ser  mais do que é, de ajudar seu pai no trabalho e caminhar sentindo a cidade.
É um daqueles personagens diferentes e excêntricos que tocam o leitor. O mesmo pode ser dito da Octavia, com seu nome diferente, sua gaita e seus picolés de cerveja.

Um trem passou a toda, e eu tive a sensação de ouvir a cidade inteira nele.
Veio na minha direção e depois deslizou para longe.
As coisas sempre parecem deslizar para longe.
Chegam até a gente, ficam por um momento e tornam a partir.
Naquele dia, o trem pareceu um amigo e, quando foi embora, senti alguma coisa dentro de mim tropeçar. Estava sozinho na rua e, embora continuasse sereno, a breve felicidade havia acabado e uma tristeza me dilacerou, bem devagar e com determinação. As luzes da cidade brilharam no ar, estendendo-me os braços, mas eu sabia que elas nunca me alcançariam de verdade.


p. 13

Eu gostei muito desse aspecto e do próprio romance em que o Cameron se envolve.
Curti também as atitudes tomadas pelo personagem com relação aos percursos da vida, ele é um fofo.
Só que "o roteiro do livro" me deixou sentindo falta de algo. Eu não sei bem o que é, a sensação apenas de que a história poderia ter sido mais. E isso pode se dever ao fato de o personagem passar a ideia de que poderia ser mais.
É um livro comovente como seria esperado pelo autor, só que parece que ele não teve muito tempo para se dedicar e acabou entregando "a redação do jeito que estava", já que "bateu o sinal".

De qualquer modo é uma leitura válida, com passagens reflexivas. E eu achei alguns dos textos do Cameron muito interessantes.

Aviso também que o fato de haver um primeiro livro falando sobre outro irmão Wolfe não me parece afetar em nada na leitura do mesmo.
Não é um livro que cabe em uma sequência, é a história de um personagem e extremamente introspectiva, mesmo que fale sobre ou demas a sua volta.

A gente pode fazer qualquer coisa quando não é real.
Quando é real, não há nada para conter a queda. Nada entre você e o chão, e, naquela noite no parque, eu nunca me sentira tão real. Nunca me sentira tão sem controle. Parecia ser como era e como sempre seria.


p. 76

Quem mais leu? Também tiveram as mesmas impressões?

6.11.13

[Resenha] A evolução de Bruno Littlemore





Título: A evolução de Bruno Littlemore
Título original: The evolution of Bruno Littlemore
Autor(a): Benjamin Hale
País: EUA
Ano publicação original: 2011
Editora: Intrínseca
Páginas: 512




Consulte o preço aqui.

(3,5/5)

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Tá aí um livro do qual eu não havia ouvido nada, só peguei nas mãos porque estava por 5 ou 9 reais na Bienal do Rio e eu acabei decidindo levar pela sinopse.
Fiquei curiosa e decidi incluir nas minhas leituras profissionais de setembro, embora seja uma ficção. Mas foi condizente e vocês vão entender na resenha 


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Breve sinopse


Bruno, que se dá o sobrenome Littlemore, é um chimpanzé que sai do zoológico para os laboratórios de pesquisa, trilhando um caminho sem volta para a humanização. Quem nos conta essa história é o próprio protagonista, que narra para uma auxiliar escrever no cárcere que habita.
Bruno passa a compreender o inglês, a falar, se apaixona e até trabalha. Porém no anseio de ser humano nos revela a perdição de não alcançar o objetivo e já não ser mais chimpanzé.

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Eu comentei no vídeo das Leituras de outubro que eu não recomendava esse livro para qualquer pessoa. Deste modo, não é fácil para mim encontrar palavras para falar dele. Em especial porque ele é forte e choca, causa desconforto em diversos momentos. É polêmico, critica, nos coloca em dúvida.
Assim, se você é um religioso fervoroso, cristão, judeu, - não importa - talvez deva evitar essa leitura. É um romance ficcional, com inspirações na realidade, mas que podem gerar um incômodo gigantesco, e que pode fazer você se sentir afrontado.

Às pessoas relacionadas à academia e à ciência, àqueles que refletem sobre a evolução e nossa relação perante aos demais animais. Aconselho (vide a premissa anterior antes).

O livro é longo e dividido em 50 capítulos, e como disse na sinopse, o próprio Bruno narra a história para uma assistente. Ele justifica que embora domine a língua inglesa, seus grandes dedos dificultam esse trabalho. E a narrativa dele se faz com vocabulário por vezes extremamente culto e em outros chulo. Conseguimos perceber pelo modo como nos conta sua vida, desde o zoológico em que vivia até o momento em que foi de certo modo encarcerado no quarto em que vive.
E já nas primeiras páginas sabemos que Bruno é famoso. Espantosamente, não exatamente pela capacidade de fala, por ler Shakespeare (e interpretá-lo), sequer por sua aparência bizarra. Ele é famoso porque cometeu um crime. Um suspense que carrega durante a maior parte das páginas.

Esse suspense me irritou um pouco. Ele constantemente cita esse caso: o crime que me trouxe aqui. É claro que dentro da história todos sabem, porque viram nos jornais (como ele mesmo coloca). E eu entendo a escolha do autor de não revelar para que a história siga uma cronologia. Porém chega um determinado momento que cansa. É como uma criança que mostra o doce para o amigo, mas não come, não oferece e guarda no bolso para mostrar novamente. Em cerca de 400 páginas.

Essas citações e não revelações acontecem em outros momentos, ele antecipa um pouco os próximos acontecimentos e deixa para retornar mais tarde. Não gosto disso repetitivamente.
E, mesmo que eu saiba do seu grande amor por Lidia e da importância desse amor na história da vida de ambos, ele também me gerou sentimentos de conflito (não apenas pelo amor, mas também pela eterna discrição desse amor).

É uma ficção, com algumas cenas inverossímeis, mas que acabamos deixando de lado afinal é uma proposta diferente a que o autor nos traz. Não espere ler sobre algo que se assemelhe à Planeta dos macacos, não me parece que houve uma intenção desse tipo. Benjamin Hale, embora não seja das ciências naturais e da saúde, compreende muito bem esse universo. Conseguiu retratá-lo, conseguiu inserir o cinismo da vontade de compreender o mundo e, em alguns momentos, dominá-lo.
Ele nos esfrega na cara a fantasia do mundo dos papers (aliás, adorei essa parte), de que o número de publicações no seu currículo é o que mais importa. Dos grandes professores que já não enxergam suas pesquisas, que são realizadas por parceiros e orientados. Dos pesquisadores que se fecham em seu mundo de especialistas, doutores e gênios do mundo sem se dar conta de que qualquer um pode ensinar.

Benjamin Hale consegue também chacoalhar nosso ar metido de "sapiens sapiens" como Bruno nos chama em diversas ocasiões, nos fazendo perguntar como surgimos e como é o mundo ao nosso entorno. Que conhecimentos ignoramos para sustentar a nós mesmos no patamar de espécie "racional" e diferenciada.
É nesse momento em que o autor faz essas considerações que ele consegue tanto ganhar minha admiração quanto me chocar e me deixar confusa, com diferentes embrulhos de estômago que só podem ser explicados com a leitura.

Definitivamente é uma história com inovações, que poderia muito bem render um roteiro para o cinema. Admiro a coragem do autor e das editoras de publicarem palavras que em muitos momentos incomodem tanto.

18.9.13

[Resenha] O mistério do chocolate / O enigma do morango




Título: O mistério do chocolate
Título original: Chocolate Chip Cookie Murder
Autor(a): Joanne Fluke
País: EUA
Ano publicação original: 2000
Editora: LeYa (Lua de Papel)
Páginas: 254






(2/5)

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Essa é a vez de resenha dupla, algo um pouco inusitado por aqui. Aliás, fazia muito tempo que eu não resenhava nada. Eu relembro que não curto muito resenhar livros de séries (não que já não tenha feito), e até já pensei em alguns modos de tentar falar sobre algumas séries de modo completo. Porém, dessa vez eu escolhi um livro de uma série para o Desafio realmente desafiante e como escolhi justamente o segundo, achei que deveria falar do primeiro livro(que também cabia ao desafio) . Ainda que ambos sejam independentes.
O item do desafio foi:

18. Ler um livro com a capa com letras amarelas. (O mistério do chocolate)
3. Ler um livro com um doce na capa.  (O enigma do morango)

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Breve sinopse - O mistério do chocolate

Hannah Swensen é dona da Jarro de Cookies e se sente feliz com a vida que leva na pequena cidade em Minnesota. Porém o cotidiano de fazer e vender cookies e dar comida ao seu gato será abalado quando ela encontra um cadáver e passa a ajudar seu cunhado a investigar o crime que pode lhe render o cargo de detetive da cidade.
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Eu estava muito ansiosa por esses livros porque as capas são atraentes e as resenhas que eu li foram positivas de modo a atrair minha curiosidade.
Achei que ler sobre um mistério relacionado com comida, com receitas e com uma detetive amadora seria uma delícia.
Não foi nem de longe uma experiência ruim, no entanto, Joanne Fluke não conseguiu produzir o livro que eu esperava.
A história é previsível e nem um pouco inusitada, além de um pouco inverossímil. Desculpa dizer, mas Hannah faz praticamente tudo, sendo que ela deveria é ajudar o seu cunhado escutando os comentários e conversando com as pessoas da cidade. Entretanto ele não parece ser nem um pouco apto para o cargo que está concorrendo, já que as ideias mais óbvias são sempre sugeridas pela confeiteira.
Ainda assim achei bem interessante as receitas dos cookies que aparecem na história, achei a mãe de Hannah divertida (aliás, nenhuma novidade na mãe perua, bonita e louca que se preocupa com a filha inteligente e aparentemente sem atrativos que continua solteirona), curti o desenrolar de Daniele e a história não é intragável.
De modo geral é um livro pra passar voando, se distrair e regular. Não acrescenta, mas também não é uma perda de tempo total.

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Título: O enigma do morango
Título original: Strawberry Shortcake Murder
Autor(a): Joanne Fluke
País: EUA
Ano publicação original: 2001
Editora: LeYa (Lua de Papel)
Páginas: 228






(3/5)

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Breve sinopse - O enigma do morango

Lake Eden é uma cidade pequena e ainda se recupera de um assassinato, algo que seus moradores não julgavam possível. Agora a cidade está sediando um concurso de culinária e após a primeira noite um dos jurados é assassinado e encontrado por Hannah Swensen sobre a torta de morango que ela havia lhe dado para levar para casa.
Agora Hannah tentará encontrar o assassino para evitar que sua amiga seja culpada injustamente
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Infelizmente tenho que dizer que eu tive mais esperanças com este do que com o anterior, porém a autora acabar por me brindar com mais do mesmo. E o que mais pode decepcionar do que falta de criatividade e inovação em um autor?
Ainda assim, na maior parte do livro ele está mais interessante que seu antecessor.
Concordo com a mãe de Hannah que ela precisa parar de encontrar cadáveres porque a coisa já está ficando estranha, ainda assim a conexão deste livro com o anterior através de um dos aspectos que mais me interessou fez com que eu me empolgasse mais com a leitura.
Aqui também temos boa parte da escrita dedicada a personagem da Hannah, pois surge um "triângulo" amoroso. Além disso é muito mais explorada a relação dela com sua irmã, que se torna um ponto alto da história para mim.
O modo como o crime foi pensado pela autora me parece bom, entretanto, ela nos oferta um fim péssimo. Ela nos antecipa a revelação do assassino antes que a protagonista o descubra, segue os mesmos passos do primeiro livro e nos deixa novamente com a impressão de que os investigadores da cidade são bem tapados.
Acho que arriscarei um terceiro volume da série para ver se ela continua a evoluir, mas juro que se o fim se repetir, eu desisto e duvido muito que volte a arriscar um livro da mesma autora. Afinal, já passei a infância inteira tendo que assistir os Power Rangers tentarem combater os monstros para depois chamarem megazord. Ou seja, sabíamos que eles nunca iam vencer antes de chamarem o robô gigante e que depois disso venceriam.
E vale dizer que embora os títulos em português sejam bons, eu prefiro os originais que levam o nome do doce por inteiro, não só de um de seus ingredientes.


Quem aí também fica triste quando você vê cópia de uma cena em outro livro levemente modificada?

6.6.13

[Resenha] Nem sonhando!




Título: Nem sonhando!
Título original: In your dreams
Autor(a): Charlie Ross
País: Inglaterra
Ano publicação original: 2001
Editora: Record
Páginas: 349






(3/5)

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Sabe aquele livro que te deixa curiosa ao olhar para a capa. Foi o que aconteceu comigo e Nem sonhando! logo de início. E ele se encaixa para o  Desafio realmente desafiante, então eu tinha que dar um jeito de ler esse ano ainda. E eu corri com as leituras para poder alcançá-lo já que vocês não votaram o suficiente nele.
Começo dizendo que após a leitura eu não pretendia resenhá-lo. Só que ele era a única leitura que se
O desafio correspondente a esta resenha é:

15. Ler um livro com a capa feia. 

Pera aí, você acha a capa feia e se sente curiosa com ela?
Eu realmente acho que ela me faz lembrar a capa de Bridget Jones, acontece que o conjunto da capa me dá a impressão de ser uma tentativa de colagem feita por uma criança. Essas letras com os desenhos de objetos que se relacionem ao conteúdo ficaram muito feios e estranhos.
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Breve sinopse

Johnny está em crise porque sua namorado agora passou a ser sua FN, futura-noiva. Ele nem sequer consegue dizer que vai c... Como é que ele irá subir ao altar?
Nessa confusão entre os sonhos profissionais que ele não concretiza, as pressões do casamento e os encontros com os amigos vamos nos divertindo.
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Você adora rir e está cansada de ler sobre os esteriótipos femininos? Mulheres que só pensam em homens, compras, chocolate. Que estão preocupadas com o fato de estarem solteiras, com o marido que podem estar traindo-as, com o chefe que não lhe deixa burlar o trabalho?

Pois bem, tá na hora de você experimentar o esteriótipo masculino proposto por Charlie Ross.
Ele nos traz Johnson e o seu pedido que não foi feito, mas que gerou um casamento eminente. Em uma narração que se alterna entre os nervosismos de Johnny, as conversas de seus amigos e as tentativas de Rato de evitar que mais algum homem case.

Rola tudo com muito humor, mas lá trás tem todo o medo de relacionamento e de confiar, as expectativas que as pessoas colocam umas nas outras e em suas paixões, maturidade e responsabilidade com a própria vida.

Sim, estou falando do mesmo livro.

Acontece que sempre tem aquela parte "vida real" em livros como esse, só que em especial conseguimos visualizar esses contrapontos porque a narrativa não fica centrada no protagonista. Os seus amigos conseguem ter maior visibilidade ao longo das páginas.
Temos os casais que vão fracassando, os que buscam recomeçar, os casais que não são um casal e só mantêm pela comodidade.

Só não esperem um livro brilhante. Porque não é. O modo como o autor escreve sem muitas separações no decorrer do capítulo, alternando o foco dos personagens gera certa confusão.
Vale a pena mesmo é dar uma chance aos homens de se mostrarem palhaços com aquilo que já esperávamos deles.

Essa resenha fez parte do Desafio realmente desafiante de 2013

1.5.13

[Resenha] A casa das orquídeas




Título: A casa das orquídeas
Título original: Hothouse flower
Autor(a): Lucinda Riley (site)
País: Irlanda
Ano publicação original: 2010
Editora: Novo Conceito
Páginas: 560






(3,5/5)

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Livro com título e capa lindíssimos, que vi algumas resenhas que me instigaram a querer muito comprá-lo, que me sugeriram um romance encantador.
Poderíamos ter nos dado melhor.

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Breve sinopse

Júlia Forrester retorna para a Inglaterra após a tragédia que abalou sua família. A famosa pianista sofre novamente nas proximidades da propriedade de Wharton Park, onde seus avós trabalharam e ela passava tantas horas na estufas com o avô.
Kit Crawford, o novo proprietário foi um dos primeiros a ouvi-la tocar e acaba descobrindo um diário na casa do avô de Júlia que revela parte da história da propriedade. História que apenas sua avó ainda conhece, de um romance durante a Segunda Guerra Mundial e que afetou a vida de muitos.

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O livro começa bem. A escrita da autora não é fantástica, não é brilhante, mas agradável.
As referências botânicas contribuíram para meu envolvimento inicial, afinal esta é a profissão do pai de Júlia e Alícia.

Júlia acaba de perder a família, uma jovem que se afastou do pai e da irmã na vida adulta até mesmo devido a dor da perda da mãe quando ainda era jovem. Ela se vê refugiada e sem forças num chalé próximo a propriedade em que adorava passar os dias quando criança.

Lá ela começa a voltar para a vida ao reencontrar um jovem daquela época e novo proprietário. Kit Crawford.

O romance é óbvio, e Kit faz muito bem o seu papel de mocinho galante e encantador. Ele tem todos os motivos para compreender o estado de Júlia. Torna-se o parceiro ideal para se reerguer, coisa que sua irmã não consegue fazer por ela.

- A resposta é que não há como ajudar aJúlia - Kit serviu mais vinho para Alícia. -Todos querem fazer alguma coisa, mas, na verdade, ninguém pode fazer nada. O carinho que oferecemos, por amarmos a pessoa que está sofrendo, só faz essa pessoa se sentir culpada por não poder retribuir. O que lhe coloca mais pressão para melhorar.E, é claro, ela não consegue lidar com isso e,assim, se esconde ainda mais dentro de si mesma - Kit olhou para o fogo e suspirou. -Alícia, acredite. Fique ao lado de sua irmã,mas entenda que só a Júlia pode ajudar a Júlia.

A história poderia ter se encaminhado bem seguindo pelo rumo das relações e superações. Mas surge o diário e o suspense de uma história de amor durante a Segunda Guerra Mundial.
Pois é, mais um tema interessante. Poderia dar resultados o modo como essa história se entrelaçaria com a original.

O problema é que o livro virou uma novela mexicana. Júlia é bonita e rica, bem sucedida profissionalmente, tem um dom. A perfeita mocinha das novelas, aquela com a qual tudo dá errado. O tempo todo.
Chega a cansar. E lá pelo terço final realmente a autora traz uma reviravolta muito besta.Que não me convenceu. Algo que veio para estragar o que já me parecia que estava melando no começo.
Explico-me em partes, mas é que Júlia perdeu o marido de quem sente tanta falta. Ela fala com imenso amor sobre ele e o romance de ambos, quando Kit surge, ela começa a despontar defeitos no marido morto.
E, sinceramente, não é que a gente não fique um pouco cega quando apaixonada. Só que a autora não precisa transformar o marido em alguém não tão bom para Júlia descobrir um amor em Kit. Ela pode voltar a amar ainda assim. Para mim essa deveria ser uma boa mensagem no livro. E já começa aos tropeços.

Depois, ao vermos narrada a história de Olivia e Harry Crawford, voltamos a novela mexicana. E vou deixar o suspense. Porém a bem da verdade é que fiquei muito irritada com o excesso de problemas e sofrimentos. Eu tinha vontade de dar um tiro na Olívia e ver a pobre livre das situações de montanha-russa a que foi imposta.

Para mim o livro é a prova que menos é mais. Se os livros fossem divididos nas histórias, ou se tivessem menos 'rolinhos' dentro de sua trama, teria me agradado imensamente mais e me convencido, mesmo que eu discordasse da visão que a autora tenta passar (se quiserem entender melhor minha confusão de sentimentos e pensamentos com o modo como a autora exalta alguns personagens, leia a resenha de Guardiã da Meia Noite, mas aviso que ela adentra um pouco na história).

Ainda assim preciso exaltar o esmero de Lucinda Riley nas descrições, ela realmente nos faz ver a casa, os jardins, a cultura local, sentir os aromas. Ela faz isso com primor nos levando a conhecer diferentes paisagens e nos encantarmos com elas.

É um livro que não achei péssimo, mas que não recomendaria facilmente a alguém 560 páginas de algo que não achei fantástico. Honestamente. Ainda assim gostei imensamente da trama das relações familiares e das conclusões das mesmas, em especial com Julia e sua irmã Alícia.

(...)Eu aprendi a lição mais importante que a vida tem a oferecer e fico feliz por isso. Tudo oque temos é este instante.

Se quiserem ver outras resenhas mais empolgadas: Livros, filmes e conversa fiada (tem um pouquinho de spoiler sobre o marido de Júlia no fim), Abrigo literário, Bookeando.

6.3.13

[Resenha] Cromossomo 6 - Robin Cook




Título: Cromossomo 6
Título original: Chromosome 6
Autor(a): Robin Cook
País: EUA
Ano publicação original: 1997
Editora: Record
Páginas: 523




Não achei disponível para venda online.

(3,5/5)

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Sai a última resenha de livros da biblioteca, e o único indicado por leitores do blog que eu consegui pegar e ler. Ele vai contar como mais um item do Desafio realmente desafiante
Na realidade meu primo indicou o autor e eu escolhi um livro dele, mas acho que esse é um modo justo de definir porque, afinal, muitos livros que eu leio são indicações.

2. Ligar para um amigo, ou mandar uma mensagem no face, e pedir uma indicação de livro! Se você não tiver o livro, NÃO VALE COMPRAR, peça emprestado.

O que eu mais gostei é que esse livro casa duas coisas que eu gosto: histórias de investigação e ambientação na minha área de trabalho. Fiquei com saudades de dar aula só para poder trabalhar o livro com meus alunos.

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Breve sinopse


Um corpo de um mafioso desaparece antes da autópsia em Nova York, enquanto isso num centro biotecnológico montado na África, um grande cientista começa a ficar intrigado com os resultados dos seus experimentos.
As histórias se encontram quando descobrimos que um pedaço do braço curto do cromossomo 6 pode ser a solução para os problemas com a rejeição nos transplantes de órgãos.

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Começamos com muito suspense.
O livro alterna os capítulos espacialmente. Temos ora os acontecimentos no Cogo (África), ora em Nova York.
No Cogo, um médico cientista está ansioso com algo relacionado à descoberta que o levou à empresa. Não sabemos que descoberta é ou o que está tirando seu sossego.

Pulamos para Nova York e o assassinato de um mafioso que estava sob proteção policial. Só que há muitos problemas relacionados ao corpo. Ele não seguiu os padrões tradicionais ao chegar ao necrotério. E ele desaparece durante a madrugada.

Aos poucos vamos compreendendo o envolvimento real dos fatos (sim, é claro que fazemos deduções entre as relações e o que está por vir já no início), compreendendo a dificuldade que os médicos legistas estão passando e a ansiedade do cientista de se ver enganado.
Apesar de ter soltado na sinopse um pouco do 'mistério' não quero adentrar muito na história porque sei que algumas pessoas não as leem justamente para irem cruas ao enredo. Eu fui assim para este livro. E fui ficando extremamente cativada por conseguir abranger tanto do universo biotecnológico: falamos de inovação, possibilidades de melhoria de vida, ética na ciência, uso de animais, etc. Vamos ao ponto crítico do universo científico na área da vida: até que ponto queremos e podemos chegar?

Há cenas de ação, há romance. É um prato cheio e que se desenvolve muito bem no início. Até as partes mais forçadas, nós engolimos porque afinal é uma ficção.
O problema é o final que vira uma salada mista de filme de ação. Não vou entrar em detalhes, não se preocupem, o problema é que os capítulos parecem Duro de matar e outros da franquia Bruce Willis (e tantos outros). Algo do tipo 'pode dar tudo errado, mas o mocinho vai atirar pro alto e acertar os cinquenta japoneses que estão cercando ele'. Tudo com um cortezinho de leve na testa.

Pois é. E aí a minha avaliação caiu. Pra piorar, temos um epílogo que não explicada a fundo o fim da história, ficamos com várias perguntas na cabeça a responder. Foi bem mal escrito, seu Robin Cook, por acaso a professora disse que acabou o tempo de prova e recolheu sua prova daquele jeito? Deu apenas mais uma linha pra você concluir a história?

Ainda assim eu quero MUITO ler os demais livros do autor. Fiquei envolvida com o Jack (o protagonista legista) e curiosa para conhecer seu caso anterior, bem como outros se houver. O autor cria um passado para seus personagens, não se concentra apenas no momento presente da trama.

Agora aviso, alguns termos técnicos podem complicar para quem não é da área (mas não é nada de outro mundo). A tradução também pecou nesse quesito, provavelmente porque a tradutora não consultou ninguém para auxiliá-la. O lado bom e bem pensado é um glossário com esses termos no fim do livro.

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24.10.12

[Resenha] As confissões de Laura Lucy



Livro brasileiro sendo resenhado por aqui é muito bom. Quando criança, a maior parte da minha leitura era nacional. Isso se perdeu com o tempo por inúmeros motivos. Podem ter certeza que não foi por falta de qualidade das publicações da nossa terrinha.

As confissões de Laura Lucy foi um livro adquirido por mim (indevidamente)  esse mês por um precinho muito camarada na Saraiva. Como na semana passada eu fiquei na minha tia numa confusão porque tinha terminado de ler Feios e não me empolguei para emendar de uma vez em Perfeitos (tenho a edição vira-vira), pretendia começar A dança dos dragões no sábado e nenhum outro livro da minha lista de outubro estava comigo.

Vamos ao livro!
Desde o titulo, a capa, características da personagem e a própria história... bom, tudo remete demais à Rebecca Bloom. Isso foi algo que me incomodou MUITO. Eu não curto quando livros se parecem demais. Quase desisti nos primeiros capítulos (até porque a outra história estava fresquinha na minha cabeça).
Com o passar das páginas eu fiquei mais incomodada com as semelhanças, porque Laura Lucy parecia um recorte de inúmeros chick-lits internacionais. A mãe de Laura Lucy parece a mãe de Delilah (ela até se preocupa que a filha seja lésbica). Ela sente vontade de jogar suas contas/dívidas na lata de lixo para esquecê-las e compra compulsivamente como Becky (aliás, ela quase compra compulsivamente, a escrita dá a entender que ela ama compras, mas ela reflete sobre os valores ao contrário de Rebecca).

A mudança temporal dos acontecimentos também foi simplesmente HORRÍVEL. Repito HORRÍVEL. Uma hora Laura está em casa pensando no que vai vestir para ir trabalhar e como seu cabelo está ruim, no parágrafo seguinte ela está reclamando que alguém do trabalho jogou coisas em sua mesa. E não transição entre os eventos, nem de espaçamento, sequer com palavras "E aí...". Tornou tudo muito confuso.
Ela está na festa e depois está dizendo que passou o dia seguinte comendo besteiras no sofá.
Senti como se fosse eu conversando com outras cinco de mim todas ao mesmo tempo sem ouvir uma  à outra.

Continuando o que parece a detonação total do livro (não é essa a intenção, e não estou de TPM), muitas cenas são desnecessárias, não acrescentam em nada e ficam soltas no enredo: como quando ela é chamada a ir na Polícia Federal. Fora isso, eu achei que a autora tentou incluir inúmeras ideias num único livro. Acontece tudo e mais um pouco com Laura Lucy em poucas páginas (e cenas tipicamente clichês de filmes de comédia romântica, como a cena do jantar chique com a família onde a moça vai com roupa inadequada, não sabe usar os talheres, causa um confusão e etc, etc, etc). E veja, os clichês não costumam me chatear. Eles poderiam até ter acontecido, se houvesse apenas a metade.

Mesmo com tudo isso, sendo uma história totalmente previsível, sem nada de especial a mais... Eu curti a leitura, foi engraçado, divertido. Gosto de ver referências a nossa cultura como as lojas e marcas nacionais (e ver alguém ir fazer compras na 25 de março).
A amizade (bem estranha) que surge com Celina foi algo que me agradou bastante. É genuína, é um pouco diferente e traz um amadurecimento juvenil.

Fiquei com muitas dúvidas com nota dar. Se fosse numérica eu daria um 6.
Vale a pena? Bom, ele foi pra minha estante, não sei se vou reler, não sei se compraria de novo... pelo preço que paguei, não fiquei chateada. Como disse antes, foi divertido.



8.10.12

[Resenha] Vinte mil léguas submarinas - Julio Verne



Essa semana novamente não assiste nenhum filme que me empolguei em vir comentar, então será a semana para desovar resenhas de alguns livros lidos.

Júlio Verne para mim não ganha tantos pontos com suas histórias, e sim com sua imaginação e conhecimento.
A realidade é que dos 3 livros dele que li, vejo sempre o mesmo modelo (algo que a Fernanda do Viagem literária esteve conversando comigo em comentários semana passada como típico em muitos autores). Isso me cansa um pouco, na maioria das vezes. Assim, eu nunca acho as histórias dele fabulosas. E as aventuras são sempre previsíveis. Ao menos os desfechos são.

É comum um personagem principal que possui um interesse de naturalista e um acompanhante, e essa fórmula se repete nesse livro onde temos o professor Aronnax e seu fiel Conseil (ou Conselho quando traduzido).
Ambos são envolvidos na curiosidade acerca de um possível cetáceo de proporções gigantescas e muito veloz. Ned Land um arpoador canadense é contratado para matar o animal, mesmo descrente de que seja realmente uma baleia.
Eis que são lançados à água e salvos justamente pelo tal "cetáceo", que anda mais é que o submarino do Capitão Nemo, o Nautilus.
Capitão Nemo abdicou da vida terrestre e vive a explorar o mundo subaquático. Tendo agora como seus prisioneiros professor Aronnax, Conseil e Ned Land, se lança na aventura de percorrer 20.000 léguas submarinas explorando todos os cantos do planeta.

Como escrevi anteriormente, as aventuras são interessantes e creio que seriam fabulosas para a época. Para nós, leitores atuais, são previsíveis. Para mim a parte mais emocionante e agoniante é a passagem onde eles se dirigem ao polo Antártico. Embora algumas surpresas que capitão Nemo revela ao professor francês também sejam de mexer com o imaginário e os corações.
Verne adora criar lugares fantásticos e situações malucas. Fico imaginando que ele era o ídolo das crianças, bem como de muitos naturalistas, porque seu trabalho sempre possui esse cunho. As viagens funcionam como as viagens dos naturalistas (como Darwin e Wallace) ao redor do planeta, buscando informações, realizando descobertas. E seu conhecimento sobre essa área é inacreditável. Destaquei diversos trechos do livro que me recordaram minhas aulas da faculdade quando o Paulinho nos contava da lenda das sereias, por exemplo.
É se deliciar no livro, como fazíamos com os documentários de Jacques Cousteau.

Os personagens são algo válido no livro. Temos Conseil que não apresenta vontade própria e, embora muitas vezes pareça estúpido, é quase discípulo do professor, demonstrando que aprendeu muito no decorrer dos anos.
Já Ned Land seria nosso homem do campo de hoje. Não consegue se manter trancafiado, privado de liberdade nem se isso revelar segredos sobre seu campo de trabalho. Ele deseja estar sob seu próprio comando.
Professor Aronnax é o homem que se rende a comodidade da viagem, usufruindo do conhecimento que jamais poderia lhe ter sido ofertado de outro modo, porém não admite que a liberdade não deve voltar a ser alcançada e por um único motivo: poder divulgar suas descobertas. É um cientista. Não basta conhecer, há que dissipar o conhecimento.
Agora o astro é o capitão Nemo, que conhecemos sob a perspectiva de Aronnax. Um homem louco e inteligente, autoritário e gentil. Um homem cheio de contradições e mistérios que jamais viremos a descobrir. O capitão intriga o professor e nos intriga. Por que será que possui raiva dos homens e das suas nações? 

Fora isso, a inventividade dele para tecnologias. Não consigo imaginar como ele conseguia criar em seus livros tantas coisas que para hoje são cotidiano.

Sem dúvida a escrita leve, fantasiosa, criativa e naturalista não agradará a todos, porém não deixa de ser uma leitura agradável e interessante de muitos aspectos.

Quem já leu obras de Verne e tem algo a dizer?

26.9.12

[Resenha] A maldição do tigre



Semana passada foi a vez de ler A maldição do tigre de Colleen Houck. Eu fui cheia de expectativas ao livro que há meses esperava para ser lido (vocês devem estar cansados de ler que eu estou com o livro na prateleira há meses para ler, não?).
Acontece que quando eu fui na Saraiva, no começo do ano, comprar um presente para meu supervisor de estágio uma menina pediu para a vendedora um exemplar desse livro. Eu tinha acabado de passar por ele e fiquei com os ouvidos atentos quando a vendedora respondeu "Você teve sorte, é o último exemplar. Está saindo muito rápido!".
Eu logicamente fiquei curiosa, embora tivesse uma capa bonita (linda! com detalhes metalizados), eu não me interessei. Era para mim algo como Narnia, A luneta âmbar ou sei lá o quê do gênero. Algo que talvez eu lesse algum dia.
E, quase 2 meses depois, eu comprei numa promoção juntamente com outros livros. E fiquei com vontade de lê-lo. Mas com algumas dúvidas, tanto é que sempre que quase comprava o segundo exemplar, eu refletia se não deveria primeiro ler o volume que já possuia. E assim acabou sendo.

Enrolações e histórias a parte,  finalmente a leitura aconteceu. E aí?
E aí, que tinha tudo para ser MUITO BOM, mas foi "legalzinho".

A história é um romance-aventura-juvenil. Temos Kelsey, a adolescente (ou melhor, jovem adulta) que acabou de se formar e logo irá para faculdade. Ela é órfã, diferente de Harry Potter, foi criada com carinho por seus "pais" adotivos (está entre aspas porque apesar dos cuidados dispensados aKelsey, ela não me passou a impressão de considerá-los como segundos pais. Achei até um pouco frio o modo como ela lida com eles).
Ela então arranja um emprego de verão num circo e fica fascinada com tigre branco que eles possuem. Acaba aceitando uma proposta para levar o tigre para um retiro na Índia quando descobre que seu tigre é um príncipe indiano sob uma maldição há mais de 300 anos que só pode ser libertado com sua ajuda.

A história promete, apesar de ter seus clichês. E o roteiro geral é bem interessante. Gosto principalmente de um personagem: Sr. Kadam.

Acontece que muitas coisas me incomodaram. Como o excesso de repetições. Eu certamente perderia as contas de quantas vezes Ren prendeu a mecha de cabelo solto atrás da orelha dela. Sem falar no número INSUPORTÁVEL de vezes que ela fala Ren no texto.

Depois, algo que eu critico na saga Crepúsculo (não me batam) é a ação do livro. Stephanie Meyer promete uma ação que enrola o livro inteiro e se resolve em um ou dois capítulos no final. Isso me parece mal trabalhado (algo que para mim melhorou muito em A hospedeira).
Este livro tem muitas, mas muitas cenas clichês de ação de filme (estilo sessão da tarde e Indiana jones). Sabe aquela coisa de entrar na tumba do faraó e encontrar escaravelhos e cobras, estaactites, o chão que cede, lanças que caem e etc. Está tudo lá. E sem causar nenhuma sensação de que "será que eles vão conseguir?".
Eu sei que são os protagonistas e que esperamos que eles continuem vivos.
Bom, Harry Potter deveria ficar vivo até o sétimo livro. Ainda assim ele sofria muito e nós temíamos pelo modo que ele chegaria lá.
Em A maldição do tigre, não sentimos nem uma cosquinha de medo do que irá acontecer. Isso estraga um pouco.

Terceira questão, o fato de me lembrar demais de outros livros. Novamente Crepúsculo estará aqui. E outros romances, mas nos limitemos a esse.
Kelsey se acha feia, embora todos pareçam achá-la bela. Ela é o tipo "sem graça": morena e olhos castanhos. Ela é acanhada e irônica. Ela sente uma atração arrebatadora por um cara magnífico, que vive séculos a mais do que ela, que é forte e lindíssimo, o que faz ela se sentir inferior e indigna dele.
Ele é louco por ela.
Ela gera ciúmes nele com outro rapaz também lindíssimo (no caso o irmão). Só que ela se sente bem com o outro rapaz e não há paixão, não há anda como a sensação louca de estar perto do outro.

E esse romance estraga a história com o lance da insegurança dela que do nada fica louca. Sim, do nada ela está apaixonada e aí, ela acorda e acha que eles não podem ficar juntos por ele ser demais pra ela. E o livro se torna enjoado justamente quando a parte da aventura fica mais interessante.
Sim, a aventura do livro melhora muito nos últimos capítulos.

Agora estou ansiosa para ler o próximo pra saber se  a história realmente fica boa e não pelos acontecimentos do livro ou pela própria trama.
A verdade é que eu me decepcionei com o potencial da autora e da trama. É esperar pra ver.



Quem mais sentiu todos esses problemas?

23.9.12

[Resenha] Resposta certa - David Nicholls


Quando esse livro foi publicado aqui, eu fiquei desesperada para lê-lo. Afinal eu tinha ficado fascinada com Um dia do mesmo autor. Como eu costumo seguir o trabalho de autores que me encantam, não queria perder a oportunidade de ler Resposta certa.
Um tempinho depois do lançamento eu consegui adquiri-lo numa promoção, mas somente agora ele saiu do fundo do armário para a mesa de cabeceira e enfim se esmagou por um lugar na estante.

E quanto ao livro em si?
Digamos que a escrita de David Nicholls está lá, naquele jeito leve, que nos embala pelo cotidiano. É como se estivéssemos conversando com um amigo e ele nos contasse algumas histórias. Eu me sinto assim lendo os livros dele. Você não percebe o tempo passar.

Apesar de um pouco antes de iniciar a leitura eu tenha lido uma resenha não muito positiva da história, não desanimei e comecei gostando muito. Brian me fez lembrar em algumas falas do meu cunhadinho e também de colegas meus da época de escola.

(...) Dezesseis anos, e a primeira vez que me senti qualificado para alguma coisa.
Claro que isso foi há muito, muito tempo. Agora, tenho 18 anos e gosto de pensar que estou bem mais sábio e indiferente em relação a essas coisas. (...)

A verdade é que apesar de não me identificar com Brian, achar ele um babaca (Iris também achou. Oba, não aconteceu só comigo!) e ter vontade de estapeá-lo (Oba! Mais uma vez achei alguém que não me deixou perdida nessa! Obrigada Chel)... Eu pensava em pessoas que eu conhecia e eram como ele. Ficava com pena dele em algumas situações e curiosa com o desenrolar da história.
Ele cresceu numa situação frágil e agora está indo para faculdade, embora ele seja aquele trouxa (feio, nenhum gênio...), ele realmente se acha o máximo! Talvez não o tempo todo, é que em alguns momentos ele se acha muito mais do que é.
Isso me irritava um pouco. Como ele não conseguia enxergar as coisas? Como ele não enxergava que tudo que ele acreditava ser era uma representação constante?

Só que Brian não foi o grande problema do livro para mim. A grande questão era Alice. Eu terminei o livro sem compreendê-la, sem entender seus reais interesses ou aonde queria chegar. Formulei mil hipóteses.

Definitivamente é um livro divertido, que faz você relembrar da época da adolescência, da transição, das burradas que comete, dos amores inexplicáveis, etc, etc, etc. Ainda assim, concordo com quem disse que é um livro morno. Engraçado e quase vazio. Como as comédias que gostamos de assistir na Sessão da tarde ou num fim de semana preguiçoso.
Não enxerguei todos os elogios feitos a ele.

Gostei muito foram das perguntas no início de cada capítulo, ficava curiosa imaginando a relação delas com o que viria a seguir. E o fato de que essa relação era sempre diferente em cada capítulo. Podia ser relacionada há um fato vivenciado, ou com um livro que Brian tivesse lendo. (Marina de Minha vida por um livro também ressaltou esse aspecto)

O problema é que as perguntas nos faziam reavivar todo o tempo o grande evento, o Desafio universitário. Acontece que ele não passa perto de ser tão importante na história, o romance (ou tentativa de romance) de Brian e Alice monopoliza tudo. O desafio serve apenas como desfecho.

Acredito que poderia ser melhor, algo se perdeu no meio de tudo, no meio das estupidezes de Brian (como bem disse a Ju Neves, o que era engraçado no começo foi ficando cansativo). 
Mas a leitura valeu a pena, com certeza. Como em Um dia, viajamos nas referências da época.

Acho também que merecia uma nova revisão, porque haviam muito errinhos que eu não costumo encontrar nos livros da Intrínseca.

Para quem acha que só houveram críticas medianas, não se engane, teve quem considerasse o livro praticamente perfeito. Foi o caso de My book lit.

19.9.12

[Resenha] Julieta Imortal




Na viagem para São Paulo levei comigo Julieta Imortal e na volta já tinha terminado de ler. Às vezes, a rapidez da leitura pode ser um ponto positivo, embora em outras possa ser um ponto negativo.
Neste caso, acho que é algo bom do livro. É um romance, que não pretende profundidade, então ele cumpriu sua proposta.

Confesso que fiquei bem decepcionada. Comprei esse livro na promoção e esperava outras coisas dele. E me culpava toda vez que olhava pra estante e via que já tinha passado meses desde a compra que tinha me feito feliz enquanto a  leitura não começava.

Eu comecei adorando o livro e a proposta de Julieta e Romeu terem vivido, e que sua história tenha sido diferente da que conhecemos. A questão meio espírita de as almas deles incorporarem outros corpos na tentativa de, para Julieta, salvar almas-gêmeas ou de, para Romeu, perder almas para os mercenários obrigando uma alma-gêmea a matar a outra.
Cheguei a recomendar empolgada o livro para minha prima.

E aí, bom, digamos que o fato de Julieta se apaixonar pela alma-gêmea que deveria tentar proteger no momento foi me desagradando e desgastando a história. Acontece que o romance bem adolescente que passa a acontecer (porque Julieta passa a possuir um corpo adolescente) fugiu demais do que eu esperava do livro.

Ok, Julieta morreu adolescente e sempre foi adolescente, Laise. Ainda assim, o que me salvou no livro foram as passagens de Romeu e sua luta interna de arrependimento tentando reaver o amor de Julieta, mesmo sendo o monstro que destruiu a história de amor deles e de muitos outros.

A invenção dos Mercenários e Embaixadores é outro ponto positivo na trama. Eu realmente me encantei com a proposta, pena que a autora não soube para mim trabalhar com ideias tão boas caindo na mesmice dos romances adolescentes (que eu até gosto, quando já é o que eu espero).

Assim, a narrativa é boa, achei interessante a reconstrução dos personagens, o modo como Julieta no corpo de Ariel busca repensar as relações de Ariel e sua mãe com a própria relação com sua mãe no passado. Há uma estrutura muito forte de amadurecimento e de reflexão sobre nossas ações e julgamentos. Ainda mais presente no final.

O livro quase merecia a terceira estrelinha, ainda assim eu não estaria utilizando os mesmos critérios com os demais que eu inclui nessa categoria.

Mesmo assim derramei muitas lágrimas no final, mesmo estando no avião com gente ao lado.

Agora, não se deixem desanimar por mim. Pode ser que venham a se interessar. Minha mãe está bem interessada em ler o livro, faço um adendo depois da opinião dela.

Mais opiniões: O blog Giro letra curtiu o livro e dedicou 4 estrelinhas a ele. E Viajando nos livros deu uma avaliação ainda melhor. Aione do Minha vida literária, foi outra que curtiu a história. Cachola literária obteve uma opinião mediana, embora tenha apreciado o livro. Para mim, o grande destaques das resenhas é da Juliana do Books journal que conseguiu expressar o mesmo sentimento que eu com relação aos personagens e sua construção.


Saraiva (ainda por R$9,90 nessa data) / Submarino / Walmart
 
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