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3.3.15

[Resenha] Pequena abelha -







Título: Pequena abelha
Título original:  Little bee / The other hand
Autor(a):  Cleave Chris (site)
País: Inglaterra
Ano publicação original: 2009
Editora: Intrínseca
Páginas: 272




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(4/5)

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Esse é um daqueles livros que comprei pela capa. Foi na Bienal de 2013, não paguei barato nele, eu simplesmente fui com a cara. Sabia que eu precisava conhecer essa tal Pequena abelha. O assunto eu descobri só abrindo as páginas e me surpreendi.

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Breve sinopse

Dois anos depois de se conhecerem, Abelhinha invade novamente as vidas de Andrew e Sarah. Da Nigéria a Inglaterra, essa menina está buscando uma vida enquanto que parece sempre estar colocando Sarah dainte de decisões difíceis.

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24.2.15

[Resenha] Garoto encontra Garoto - David Levithan






Título: Garoto encontra garoto
Título original:  Boy meets boy
Autor(a):  David Levithan (site)
País: EUA
Ano publicação original: 2003
Editora: Galera Record
Páginas: 240




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(4/5)

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Durante o Carnaval decidi embarcar na Maratona Literária. Eu dei azar de não conseguir seguir exatamente como pretendia e ter sido interrompida diversas vezes, mas eu comecei de bom humor porque eu tinha recém terminado esse livro maravilhoso.

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Breve sinopse

Paul vive numa cidade um pouco incomum, especialmente sua escola. Ao sair com seus amigos ele se apaixona por um garoto novo na escola: Noah. Parece que Paul finalmente stá se apaixonando de verdade, mas o que parecia simples pode se complicar quando ele tenta se envolver com os problemas dos outros.

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10.2.15

[Resenha] Ela foi até o fim - Meg Cabot






Título: Ela foi até o fim
Título original:  She Went All the Way
Autor(a):  Meg Cabot (site)
País: EUA
Ano publicação original: 2002
Editora: Intrínseca
Páginas: 368




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(4/5)

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Empréstimo do primo que eu havia pedido há tempos, sequer lembrava. Mas mal chegou lá em casa e eu já dei conta dele. Acho que já estava com saudades da escrita da Meg.

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Breve sinopse

Lou Calabreseé responsável pela própria desgraça quando escreve o roteiro que deu sucesso ao seu namorado no papel principal. O sucesso para abandoná-la e casar com seu par das telas. Como a vida não é justa ela se vê numa corrida pela sua vida em meio a uma nevasca no Alasca. E o pior, acompanhada de Townsend, o bumbum mais bem pago e cobiçado de Hollywood. Ao seu ver, o mais intragável também.

Será que ela sobreviverá para terminar e publicar o seu romance?

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3.2.15

[Resenha] O segredo do meu marido - Liane Moriarty








Título: O segredo do meu marido
Título original:  The Husband's Secret
Autor(a):  Liane Moriarty (site)
País: Austrália
Ano publicação original: 2013
Editora: Intrínseca
Páginas: 368




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(4/5)

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Esse livro fiquei conhecendo na 3ª Turnê da Intrínseca no ano passado. Achei a capa linda, o título interessante e a proposta do livro também. Mas eu fiquei me enrolando para comprar e ler, até realizar a primeira compra indevida de 2015 e conhecer a história de três mulheres.

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Breve sinopse

Cecilia é daquelas mulheres em que o cronograma se desenvolve ao longo do dia, ela cuida das filhas, da casa, é uma excelente vendedora da Tupperware. Sua vida bagunça quando ela encontra uma carta escrita por seu marido para ser aberta após sua morte. Então, ela só é capaz de imaginar o conteúdo lá dentro.
E se o conteúdo lá dentro é capaz de interferir com outras vidas? E se Rachel e Tess unidas a Cecilia por uma linha tão tênue podem ter suas histórias conectadas a partir desse momento?
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13.1.15

[Resenha] Tudo menos normal - Nora Raleigh Baskin







Título: Tudo menor normal
Título original:  Anything but typical
Autor(a):  Nora Raleigh Baskin (site)
País: EUA
Ano publicação original: 2009
Editora: Novo século
Páginas: 192




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(4/5)

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Sabe aqueles livros que a gente compra baratinho, nem sabe do que é, por impulso mesmo. Foi assim, gostei do título e li a sinopse. Achei que não custava nada adicionar ao carrinho... Acreditava que levaria muito tempo para ler, mas ainda bem que eu decidi dar a chance a essa linda escrita.

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Breve sinopse

Jason Blake é um menino de doze anos. E autista.
A vida não é fácil quando fora e dentro dele os mundos são diferentes. Mas ele tem o Storyboard como uma comunicação e aprece que pela primeira vez ma garota o nota.
Phoenixbird, ou Rebecca, pode estar prestes a deixar de ser uma amiga apenas virtual. Conseguirão lidar com isso?
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18.11.14

[Resenha] Private - Missão jogos olímpicos





Título: Private - Missão Jogos Olímpicos 
Título original:  Private Games
Autor(a):  James Patterson e Mark Sullivan
País: EUA
Ano publicação original: 2012
Editora: Arqueiro
Páginas: 344




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(4/5)

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James Patterson é sinônimo de policias de leitura rápida, sem grandes promessas, mas que se tornam uma boa passagem de tempo. Embora eu ache que Agatha Christie é bem melhor, eu costumo comparar os momentos de leitura de amos. É um livro para se ter na bolsa e ler em qualquer lugar a qualquer hora.

Curto a série Clube das mulheres contra o crime e já tinha lido o primeiro dessa série Private

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Breve sinopse

O escritório da Private Londres está trabalhando com o Comitê Organizador das Olimpíadas para garantir a segurança da competição. O trabalho se intensifica quando na véspera da cerimônia de abertura, um psicopata que se intitula Chronos inicia uma série de ataques para destruir o que ele considera "uma afronta ao ideal dos Jogos Olímpicos".

Peter Knight, líder da Private Londres, tem que se dividir entre a investigação que está atingindo organizadores, atletas e comissão técnica e a função de pai de dois gêmeos que fogem com todas as babás. 
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5.11.14

[Resenha] Cartas de amor aos mortos







Título: Cartas de amor aos mortos
Título original:  Love Letters to the Dead
Autor(a):  Ava Dellaira (site)
País: EUA
Ano publicação original: 2014
Editora: Seguinte
Páginas: 344




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(4/5)

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Livro que meu primo Lucas trouxe para mim, e que (como sempre) morou na cabeceira um pouquinho. Mas acabou me embalando.

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Breve sinopse

A primeira tarefa de inglês do Ensino Médio, numa nova escola, numa nova fase de vida. Laurel tem que escrever uma carta a alguém que já morreu. Ela acredita que a professora espera que ela escreva para alguém como um presidente, ela poderia ter escolhido a irmã que morreu há menos de um ano. Ela escolhe escrever diversas cartas Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, Judy Garland, Elizabeth Bishop… sem jamais entregar. Através dessas cartas conhecemos sua história, seu passado, seu presente. A paixão por um misterioso garoto, os problemas com as novas amizades, o limbo que é a vida de sua família. Com as cartas podemos conhecer Laurel e ela parece descobrir a si mesma.
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31.10.14

[Resenha] A irmã de Becky Bloom







Título: A irmã de Becky Bloom
Título original: Shopaholic and sister
Autor(a):  Sophie Kinsella
País: Inglaterra
Ano publicação original: 2004
Editora: Record
Páginas: 480




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(4/5)

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Finalmente a compulsão por compras da Becky conseguiu arrancar de mim algumas risadas. Mas o que eu achei mais especial nesse livro foi a capacidade de Sophie me emocionar.

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Breve sinopse

Becky Bloom teve sua fantástica lua-de-mel pelo mundo e acreditou que a vida de casada seria a continuação desse paraíso, mas parece que o mundo não parou para esperá-la. Muito menos a casa aumentou para receber as inúmeras "comprinhas" que ela fez pelos locais em que passou.
Mas uma notícia poderia salvar tudo: uma irmã há muito perdida. Uma irmã!
Só que a sua irmã parece detestar compras, odiar gastar dinheiro. Será possível?
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27.5.14

[Resenha] Fiquei com seu número







Título: Fiquei com seu número
Título original: I've got your number
Autor(a): Sophie Kinsella (site)
País: Inglaterra
Ano publicação original: 2012
Editora: Record
Páginas: 464




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(4,5/5)

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Minha escolha para maio no Bola da leitura foi um chick-lit inglês com uma das divas do país no gênero.
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Breve sinopse

Poppy Wyatt, fisioterapeuta, está para se casar com Magnus Tavish, um homem lindo, inteligente e bem-sucedido que lhe dá um anel de noivado (de esmeralda que está na família do noivo há três gerações). Que ela perde numa tarde, junto com seu celular. Mas ela acaba encontrando um telefone abandonado no hotel e que ocorre a tragédia e distribui o número para caso encontrem o anel. É quando ela passa a dividir o número com o executivo Sam Roxton, para quem ela tem que começar a repassar as mensagens e, com muito sacrifício, não bisbilhotar as mensagens antigas e sua vida pessoal. 
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16.5.14

[Resenha] O livros das princesas






Título: O livro das princesas
Autor(a): Meg Cabot, Paula Pimenta, Lauren Kate, Patrícia Barbosa
País: Brasil, EUA
Ano publicação original: 2013
Editora: Record
Páginas: 288




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(4/5)

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Como adoradora dos contos de fada, eu estava ansiosa pela leitura desde os rumores. Só que não tava afim de pagar uma facada no lançamento dele, então corri dele na Bienal ano passado.
Mas chegou minha vez!
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Breve sinopse

Uma jovem lindíssima que vira modelo para sustentar a família e conhece um sujeito misterioso em um cruzeiro.
DJ adolescente que é obrigada a ir no baile de quinze anos das filhas da madrasta, a esposa com quem ela pegou seu pai traindo sua mãe.
Um rapaz triste por ter que viajar para Paris, a cidade mais romântica, após o término do namoro e acaba conhecendo a donzela que caiu em sono profundo devido a um unicórnio.
E que tal um menina que ganhou apelido de Rapunzel devido a promessa feita pela madrinha para ela se curar de uma doença, e que é uma cantora celebridade da internet?
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26.2.14

[Resenha] Branca de neve tem que morrer - Nele Neuhaus





Título: Branca de neveve tem que morrer
Título original: Schneewittchen muss sterben
Autor(a): Nele Neuhaus (site)
País: Alemanha
Ano publicação original: 2011
Editora: Jangada
Páginas: 472




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(4/5)

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Aí está um livro que há anos quero ler. Que desde que vi a resenha da Aione fiquei alucinada e decepcionada com o preço alto. Até que pude ganhá-lo de aniversário e conferir um policial bem diferente do que eu esperava.
Curiosamente, descobri ao fazer a resenha que na Alemanha estão gravando uma adaptação desde o ano passado.
Esse foi o livro escolhido por mim para esse mês no desafio Bola da leitura: policial da Alemanha.
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Breve sinopse

Tobias Sartorious cumpriu por dez anos sua pena, por dois assassinatos que não se recorda de ter cometido, que sequer tem a certeza de que os cometeu. No entanto o pequeno vilarejo de Altenhain não parece ter dúvidas e não aceita a volta do assassino.
Os policiais Pia  Kirchhoff e Oliver Von Bodenstein se vem investigando a descoberta de um esqueleto encontrado e a tentativa de um homicídio a uma mulher. Assim eles descobrem que tudo pode estar relacionado ao crime de Tobias e que há muitos fios soltos nesse novelo.
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19.2.14

[Resenha] O presente - Cecelia Ahern







Título: O presente
Título original: The gift
Autor(a): Cecelia Ahern (site)
País: Irlanda
Ano publicação original: 2008
Editora: Novo Conceito
Páginas: 320






(4/5)

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Eu me animei a ler simplesmente pela autora. Sem esperar nada de especial, apenas as resenhas dele. E me vi incluindo na lista dos livros para se pegar de vez em quando para refletir sobre a vida.

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Breve sinopse

Lou Suffern vive correndo, o corpo está aqui enquanto a cabeça já está lá. Sua vida é o sucesso no trabalho, cada vez mais se afastando de sua família. Numa manhã de inverno, Lou encontra Gabe, um morador de rua, sentado no chão, sob o frio e a neve, do lado de fora do imenso edifício onde Suffern trabalha. Os dois começam a conversar, e Lou acaba lhe arranjando um emprego. Mas logo o executivo arrepende-se de ajudar Gabe: sua presença o perturba. O ex-mendigo parece estar em dois lugares ao mesmo tempo, e, além disso, Gabe lhe fala umas coisas muito incomuns, como se soubesse do que não deveria saber... Quando começa a entender quem é realmente Gabe, e o que ele faz em sua vida, o executivo percebe que passará pela mais dura das provações. Esta história é sobre uma pessoa que descobre quem é. Sobre uma pessoa cujo interior é revelado a todos que a estimam. E todos são revelados a ela. No momento certo.
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As casas, na manhã de Natal, são arcas de tesouro repletas de verdades ocultas. Uma guirlanda na porta é como um dedo sobre o lábio; persianas são  pálpebras fechadas. Então, em algum momento um brilho morno surge; é o indício sutil de que algo está acontecendo ali dentro. (...)
p. 11

Eu comprei um livro num impulso de fim de semana e ele chegou lá em casa em um dia que eu precisava de palavras confortadoras. Então eu posso dizer O presente atendeu a todas as minhas expectativas para o momento.

Uma história que começa no Natal em que um policial decide compartilhar com um menino que aguarda a mãe na delegacia uma situação inusitada.
Nós desconhecemos no início o inusitado, mas somos apresentado a Lou Suffern, o emrpesãrio que sempre consegue fazer duas coisas ao mesmo tempo.
É o homem típico que vive para ser um sucesso e ferra cada vez mais com sua vida pessoas e de seus familiares.
Num ato de desprendimento, decide doar seu café para um mendigo que lhe passa informações sobre seu chefe que ele considera interessante. E o próprio mendigo, Gabe, lhe causa uma impressão forte. que não o abandona durante o dia.
É assim que acaba lhe ofertando um emprego na empresa e abrindo caminho para a inquietação sobre esse sujeito cheio de sabedoria e que parece ser ainda mais ágil para estar em dois lugares ao mesmo tempo. 

As pessoas, como as casas, guardam segredos. às vezes, os segredos as habitam; outras vezes, são elas que habitam seus segredos. (...)
p. 13

Gabe deixa o leitor intrigado e a fazer suposições sobre se papel, e o mesmo acontece com Lou. Mas o real significado do encontro de ambos se torna mais claro quando Gabe compartilha sua agilidade.
Surge a oportunidade de Lou reconsiderar suas escolhas e suas ações, mas calma lá, a autora nos surpreende.

Lou Suffern achava que sabia de tudo.
Mas estava apenas começando a arranhar a superfície.
p. 155

No início, confesso que fiquei com a sensação de ser uma nova versão de Um conto de natal do Dickens. Muitos aspectos lembram, mesmo porque é um livro muito reflexivo e que aborda posturas de vida semelhantes. E a época de Natal.

Tenho certeza de que qualquer um sentirá um impulso de registrar vários quotes porque há vários bonitos.
A única coisa que eu realmente não compreendi foi a moral da história com os policiais e o garoto. Se alguém se candidatar a me explicar, fiquei com a sensação que deixei algo escapar.
- Você espera que eu acredite nessa história?
- Não.
- Então, porque me contou tudo isso?
- As pessoas contam histórias, e aqueles que as ouvem devem decidir se acreditam nelas ou não, e isso não depende do contador de histórias.
p. 138

Recomendo a leitura e convido vocês a concorrerem ao sorteio do livro. Aqui estão as explicações.

14.2.14

[Resenha] Pandemônio - Lauren Oliver






Título: Pandemônio
Título original: Pandemonium
Autor(a): Lauren Oliver (site usa e site br)
País: Estados Unidos
Ano publicação original: 2012
Editora: Intrínseca
Páginas: 304






(4/5)

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Depois da leitura de Delírio, eu estava ansiosa para pegar na prateleira a continuação Pandemônio. E foi bom aguardar um mês para esfriar o ânimo, porque Pandemônio seguiu por uma linha diferente da que eu esperava.

A resenha abaixo contém alguns spoilers caso você ainda não tenha lido Delírio. Eu procuro não falar de pontos chaves, ainda assim a premissa do livro parte desses pontos do livro antecessor.

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Breve sinopse

Dividida entre o passado — Alex, a luta pela sobrevivência na Selva — e o presente, no qual crescem as sementes de uma violenta revolução, Lena Haloway terá que lutar contra um sistema cada vez mais repressor sem, porém, se transformar em um zumbi: modo como os Inválidos se referem aos curados. Não importa o quanto o governo tema as emoções, as faíscas da revolta pouco a pouco incendeiam a sociedade, vindas de todos os lugares… inclusive de dentro.
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(...) Gotas, gotas: somos todos pingos, gotas idênticas de pessoas, flutuando, esperando cair, esperando que alguém nos mostre o caminho, nos derrame em uma direção.
p. 51

Lena sobrevive e acorda ligeiramente longe da Shhh, mas também longe de todos que ela ama. Livre para amar, mas com a dor do amor.

Pandemônio diferente do seu antecessor tem uma disposição de capítulos diferentes. As introduções dos capítulos com trechos que nos remetiam as regras, histórias e cultura da civilização sem amor e que eu tanto gostei, já não estão mais presentes.
Agora os capítulos são alternados em “antes” e “depois”. Até chegarmos ao “agora”.
Na alternância de capítulos acompanhamos a Lena que passou a viver na Selva, que precisou renascer e encontrar forças. Essa é a Lena de antes, aquela que ainda possui uma história. E há a Lena do depois, aquela que se tornou um soldado da causa. A que aprendeu a se fechar.

Embora passado e presente (depois) sejam contado alternadamente, não há uma quebra na leitura, porque a autora conseguiu entrelaçar os eventos criando uma continuidade, uma complementariedade.  E a maior parte do livro se dedica a nos mostrar uma Lena que buscou a sobrevivência. Ela agora é uma lutadora, ela é forte por fora. Ela está aprendendo a ser dura por dentro.
É por essa razão que se tornou diferente do que eu esperava (não que isso signifique que eu não gostei). A protagonista foge para não ser privada de amar. Porém no decorrer das páginas vemos alguém se tornando uma militante que busca se condicionar a não amar e a esquecer seu passado, e esquecer seu passado significa abandonar o amor que sente por ele.


(...) - Existe um lugar para tudo e para todos, sabem. É esse o erro que eles cometem lá em cima. Acham que só existe lugar para algumas pessoas. Que só certos tipos de pessoa pertencem a algum lugar. Que o restante é lixo. Mas mesmo o lixo precisa ter seu lugar. Senão entulha, acumula apodrece.
p. 222

Lauren Oliver também vai por um caminho esperado, criando um triângulo amoroso, mesmo que uma das partes não esteja exatamente presente na disputa. Mesmo que seja necessária no decorrer do livro essa abertura do coração da Lena, eu não curti muito. Fiquei com a sensação de que foi precoce, talvez pela própria alternância dos capítulos que me deixava muito próxima ao passado.

Eu gostei dos novos personagens. Achei que com eles a autora conseguiu demonstrar bem a força dessa resistência (que eu repito, resistir a cura em muitos momentos se torna também resistir ao amor). Só que também senti muita falta dos personagens antigos. Essa mudança na vida da Lena mudou a minha vida enquanto leitora. A dor que ela sentia pela distância deles, também era sentida por mim.

(...) Mas a questão é: quando estou correndo, sempre tem aquela fração de segundo em que a dor me rasga por dentro, mal consigo respirar e só vejo cor e borrões. E, nessa fração de segundo, bem no ápice da dor, vejo alguma coisa à minha esquerda, uma fagulha de cor - cabelos castanhos, queimando, uma coroa de folhas -, e sei naquele momento que, se eu virar a cabeça, ele estará lá, rindo me observando, de braços abertos.
Jamais viro a cabeça, claro. Mas um dia vou olhar. Um dia vou olhar, ele vai estar de volta e tudo vai ficar bem.
E, até que isso aconteça, eu corro.
p. 65

Mesmo que eu discorde do caminho trilhado no livro, eu compreendo a necessidade de fazê-lo para chegar ao clímax final, à conclusão que eu leitora estabeleci nos primeiros capítulos. Assim, eu continuo curtindo a distopia que propõe a cura ao amor. E estou sedenta pela continuação.


O ódio é isso. Alimenta você e ao mesmo tempo o faz apodrecer.
p. 138

29.1.14

[Resenha] Eu sei o que você está pensando






Título: Eu sei o que você está pensando (Dave Gurney 1)
Título original: Think of a Number
Autor(a): John Verdon (site)
País: Estados Unidos
Ano publicação original: 2010
Editora: Arqueiro
Páginas: 340



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(4/5)

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Desde que li as primeiras resenhas de John Verdon desejei ler e fiquei aguardando a compra. Primeiro porque gosto muito de policiais e só havia lido resenhas positivas.
Ainda bem que a expectativa se concretizou satisfatoriamente e agora eu tenho outro autor de thrillers favorito.
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Breve sinopse

Uma carta perturbadora chega via correio para Mark Mellery com uma simples declaração ao final: "Veja como conheço seus segredos - apenas pense em um número.", e ele acerta esse número. Mellery se desespera e procura ajuda ao seu antigo colega de universidade que se mudou para o vilarejo vizinho: o detetive aposentado Dave Gurney. E então, um enigma se torna uma série de assassinatos que desafiam a aposentadoria de Gurney colocando em atrito sua vida conjugal.
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A minha segunda leitura do ano é o primeiro livro da série de casos de Dave Gurney, um detetive aposentado criado pelo autor John Verdon.
Em sua estreia conhecemos o momento que o ex-detetive se muda para o 'campo' com sua esposa para curtir a aposentadoria, sendo que o único contratempo parece ser seu novo hobby e talento: trabalhar com fotografias de assassinos. Essa atividade lhe dá prazer, mas dificulta seu relacionamento com a esposa Madeleine tanto por mantê-lo ligado a assassinos e não com ela, quanto pela formosa professora de arte que o está agenciando.

O clima com sua esposa se torna mais delicado depois da visita de um antigo colega de faculdade, Mark Mellery,  que lhe traz um enigma. Ele recebeu uma carta de alguém que parece lhe conhecer bem, conhecer seus dramas do passado e que consegue até adivinhar o número que ele pensou. O autor da carta faz chantagem com Mellery e não desiste de deixá-lo em pânico.
Gurney fica remoendo o fato inacreditável e impossível da adivinhação do número, e acaba se afundando na história quando o que parecia ser uma vingança se torna uma série de assassinatos.

Eu gostei imensamente da escrita do Verdon, embora seja um livro relativamente longo para esse gênero, o autor não fica "gastando páginas", ele desenvolve bem o enredo.

O próprio desenrolar do mistério foi do meu agrado, os enigmas sem soluções e o modo como as sugestões de Madeleine eram de grande relevância para uma compreensão melhor dos acontecimentos.
Eu realmente formulava diversas hipóteses constantemente, porque o autor ficava me jogando e desmontando minhas ideias. Mas eu também acertava.
Algo que faz meu estilo é o prólogo nos apresentar ao assassino. O autor nos oferece algumas características dele, e isso permite que o leitor tente brincar com a informação que o personagem detetive desconhece.

Eu gostei da solução dos casos, entretanto, preciso dizer que não gostei do modo como foi conduzido o trecho final em que o caso é solucionado. Pareceu-me demasiadamente hollywoodiano, bobo e desnecessário ser daquele modo.
Ainda assim, isso não prejudicou tudo o mais no livro.

Outro fator que me incomodou bastante, foi a negligência de Gurney com seu filho. A relação deles é apresentada como distante, porém um pai que fica de retornar uma ligação para o filho e só se recorda dias depois que esqueceu, não é condizente com o personagem (e não é a mesma coisa que esquecer de fazer uma tarefa doméstica que a mulher pediu na história de vida do próprio personagem).

De modo geral fiquei muito satisfeita com a leitura, quero continuar acompanhando a série e indico aos adoradores do gênero.

É comum que esse tipo de coletânea (de thrillers) não torne necessária a leitura por ordem de publicação. E mesmo não tendo lido seu segundo livro ainda, eu acredito que com essa série o mesmo ocorra. Porém boa parte das páginas é dedicada a discutir a vida de Gurney, sua relação com a esposa, bem como seu passado. Sendo assim, se o seu foco não está apenas nos casos, eu sugiro ler na sequência.

22.1.14

[Resenha] Quem é você Alasca?






Título: Quem é você Alasca?
Título original: Looking for Alasca
Autor(a): John Green
País: Estados Unidos
Ano publicação original: 2005
Editora: Martins Fontes
Páginas: 240






(4/5)

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Quando tomei conhecimento da existência de John Green, o livro que mais me conquistou pelo título foi justamente esse.
Eu estava mais ansiosa pela leitura dele e imaginei que fosse gostar muito mais do que de A culpa é das estrelas.
Mesmo que eu tenho curtido e continue achando o autor fantástico, não foi bem assim.

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Breve sinopse

A adolescência de Miles não tem sido tão memorável. Ele nem tem amigos, apenas uma coleção de últimas palavras retiradas de biografias lidas. E então, ele decide mudar para uma escola internato, conhece o General e se apaixona pela menina mais linda e mais incompreensível que já conheceu: Alasca. Ele agora tem um amigo, uma paixão e muitas histórias para vivenciar.
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Eu adoro livros sobre a adolescência. Talvez eu seja uma eterna adolescente. E Miles é o protagonista que consegue em cativar de um modo muito doce.
Ele é o típico adolescente desprezado pela massa adolescente que busca um rumo. E a história transcorre até o que chamarei de 'ponto zero', exatamente do modo que imaginamos.
No primeiro livro de John Green, Miles nos conta sobre sua mudança para uma escola-internato em que seu pai estudou lá no Alabama. E é lá que finalmente sua vida parece se encher de cor. Principalmente porque ele se apaixona pela vigorosa Alasca.

Os capítulos são intitulados temporalmente, a contagem inicialmente é regressiva até o que eu chame de 'ponto zero', a partir daí os capítulos são subsequentes ao acontecimento. E esse foi um modo de nos instigar que muito me agradou.

O que eu não gostei foi da própria Alasca. E parece piada, porque esse ar de "esperado" do personagem do Miles foi positivo, enquanto que para mim, Alasca ser a garota linda, sensual, inconsequente e inteligente me deixou decepcionada. Com a sensação de "para variar, né?".

Na maior parte do tempo, a leitura é divertida. Estamos lidando com as aprontadas e mancadas de adolescentes. Ainda assim, sempre há aquele toque John Green que já se espera. Trechos que surgem que aproximam esses personagens das mais variadas realidades e amolecem nossos corações diante da verdade de que todos temos problemas ou conhecemos pessoas com grandes problemas para lidar na vida.
Que ser rico ou bonito ou popular, não nos isenta das dores vividas. Que em alguns momentos justifica esse modo de viver alucinado que desperta admiração de tantas pessoas. Em especial dos jovens.


(...) Eu queria ser uma dessas pessoas que têm uma sequência a manter, que chamuscam o chão com sua intensidade. Mas agora, pelo menos, eu conhecia pessoas desse tipo, e elas precisavam de mim como um cometa precisa de uma cauda.
p. 51

Ao tratar da perda, o autor nos encaminha para um momento em que questionamos o mundo e em que buscamos compreender o significado da vida, colecionar memórias, manter na mente as últimas palavras trocadas.

Gostei do enredo, gostei do encaminhamento que o autor dá mesmo quando meu coração deseja outro resultado, gostei do texto, até gostei da Alasca em muitas outras passagens e acho que muita gente vai curtir.
Ainda assim, fiquei com aquela sensação de que poderia ter sido melhor.

19.12.13

[Resenha] Sangue quente





Título: Sangue quente
Título original: Warm bodies
Autor(a): Isaac Marion
País: Estados Unidos
Ano publicação original: 2010
Editora: LeYa
Páginas: 256






(4/5)

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Um livro que é lançado e você não tem vontade alguma de ler. E aí, você vê o trailer do filme e acha que pode até ser interessante. Você encontra ele na promoção por 10 reais e considera eliminar do desafio a leitura de um livro sobre zumbis.
Pois é, acabei gostando bastante dessa versão do velho clássico de amores proibidos. O Romeu "R" e a nossa Julieta "Julie" trazem algumas inovações.
Essa também foi uma leitura motivada pelo Desafio realmente desafiante.
O item foi:

14. Ler um livro de zumbis.

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Breve sinopse

Ser zumbi pode ser uma vida monótona, ou com a vantagem de um longo tempo de "vida" diante de si que lhe permita gastar horas ou dias contemplando algo. R parece ir um pouco além e gastar o que resta de seu cérebro numa intensa reflexão sobre seu estado e destino, mesmo que só possa pronunciar poucas sílabas e não consiga resistir as deliciosas lembranças de um cérebro. Mas um cérebro lhe apresenta Julie e ele tem o impulso de protegê-la ao invés de devorá-la.
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Jamais imaginei que fosse me encantar tanto com um livro sobre zumbis. Afinal, a gente já imagina algo bem Resident evil e aí, a única opção é a história ser contada pelos pobres sobreviventes. Essa é uma história que me empolga mais no cinema.
Aí, eu ouço que o livro trata de um romance entre humana e "monstro", o que me faz definitivamente acreditar que agora a onda de Crepúsculo irá abranger uma nova modalidade de monstros. Mas não. Esse livro pode ter alguma semelhança, porém não é exatamente o mesmo princípio. Ele me lembra mais de A hospedeira da mesma autora do que da série que fez os vampiros se tornarem tão galantes e incompreendidos.

Quem nos narra a história é o R, o zumbi. Então estamos intimamente ligados com o fluxo intenso de pensamentos dele. E os pensamentos dele são o que mais me encantam no livro. É profundo, bonito e real. E nos momentos em que vemos o mundo real (fora da cabeça do R), eu me pegava pensando o que estaria se passando pela mente dos demais zumbis, naquele silêncio raramente interrompido por monossílabas.

A escrita do autor é leve, adequada para o tema e para o público. Mesmo assim, não é superficial.
Como disse acima, é baseado no velho romance de Shakespeare, os dois jovens que são separados pelo destino. R está morto e destinado a comer os humanos. Julie está viva e destinada a sobreviver e eliminar zumbis. E não tem apenas que proteger Julie dos demais devoradores de cérebros, mas conter o próprio desejo intrínseco despertado pela presença dela.

O que chama atenção no romance dos dois, é que fica uma dúvida constante da influência da lembrança para R. Ao comer Perry, o antigo namorado de Julie, as lembranças dela se tornam especiais e importantes para R. Surge uma duplicidade e confusão muito semelhantes ao que ocorre em A hospedeira.


(...) Meu amigo M diz que a ironia de ser um zumbi é que tudo é engraçado, mas você não consegue rir, pois seus lábios apodreceram
p. 13

Mesmo que o romance pareça o tema central, e que por conta dele surja uma fantasia ainda maior, eu considerei que a história é mais centrada  no futuro do planeta e da humanidade. No que teria tornado o mundo tão caótico e que fez tantas coisas significativas para nós hoje, um meio de escapar e resistir: música, fotografia, literatura. Ou seja, a arte, mais uma vez se mostra um apoio para esse resistência mental.
E as causas da sociedade e planeta devastados são velhos conhecidos nossos. O crescimento acelerado que reduz a capacidade do planeta, as guerras, o egoísmo.

Como isso começou? Como nos tornamos o que somos? Será que foi um vírus misterioso? Raios gama? Uma maldição antiga? Ou algo mais absurdo ainda? Ninguém fala muito disso. Nós estamos aqui e é assim que as coisas são. Não reclamamos. Não fazemos perguntas. Apenas fazemos o que temos de fazer
p. 18

Não sei se agradará a todos. Acho difícil, ainda assim é um ótimo livro para o público jovem adulto que se permite um pouco de ficção e fantasia, e que se interessa em ser menos apático com o mundo.



9.12.13

[Resenha] Delírio





Título: Delírio
Título original: Delirium
Autor(a): Lauren Oliver (site usa e site br)
País: Estados Unidos
Ano publicação original: 2011
Editora: Intrínseca
Páginas: 352






(4/5)

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Eu fiquei extremamente curiosa para delirar com Delírio após ler esse post da Aione.
A postagem fez tanto sucesso que gerou uma coluna no blog. Eu passei a ter certeza de que era uma distopia que poderia me agradar.

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Breve sinopse

O amor, Deliria nervosa, é uma doença que deve ser erradicada. Atualmente a indicação é um procedimento cirúrgico aos 18 anos. Lena Haloway anseia intensamente se livrar do risco e do estigma que sua mãe lançou sobre a família. Uma vida sem dor e tranquila. Um futuro bom e planejado, mas então ela se contamina pouco antes da cirurgia. 
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Quem nunca desejou intensamente uma cura para o amor?

Se livrar da tristeza e do sofrimento da expectativa. Nunca mais sentir a dor da separação, do término, do abandono. Jamais se sentir insegura novamente. Parar de temer pelo outro.
Se você jamais considerou ou desejou uma cura para esse sentimento, não deve ser normal. Ou jamais amou.

Mas eu tenho certeza de que em vários outros momentos da vida, agradeceu imensamente a capacidade de sentir o friozinho na barriga, a ansiedade de reencontrar a pessoa amada, de se sentir imensamente feliz nos braços e afagos da sua mãe. De sentir que o mundo é um lugar melhor, porque há esperança e amor.

-Não é possível ser feliz realmente a não ser que às vezes se sinta infeliz. Você sabe disso, certo?
p.24

Magdelena, ou Lena, nos mostra uma nova realidade dos Estados Unidos. As pessoas se submetem a uma cirurgia cerebral que fornece a cura para o amor. A cura para aquilo que é tão fortemente abordado na sociedade deles. Aquele mal tão grande que expulsou Adão e Eva do Paraíso. Que tornou Romeu e Julieta leitura obrigatória para conhecimento dos riscos.

Isso foi algo que eu adorei no livro. A completa adaptação das referências da nossa sociedade para essa sociedade distópica do livro. A manipulação dos dados, das informações, da ciência, da religião, da cultura. Nós conhecemos todas essas referências, mas elas estão distorcidas para uma sociedade que pretende se livrar do amor.
E podemos acessar essas informações no decorrer da história, mas especialmente no início de cada capítulo, que contém uma citação de um texto oficial.

Achei interessante que a autora conseguiu definir os sintomas exatos do amor, e do amor como sentimento universal, porque ele é abordado dessa forma: amor paixão, amor fraternal, amor materno...

Deste modo, sou só elogios para o tema e a abordagem dada pela autora.

Em alguns momentos, eu achei que a história se assemelhava bastante a Feios, mas incrivelmente a protagonista não me irritou como Tally. Ela era moldada para aquela sociedade e seus pensamentos eram condizentes, ainda assim ela refletia e contestava levemente o seu ambiente, sem tornar-se estúpida e sem sofrer uma mudança tão abrupta.
Explico-me. Lena nota a frieza das pessoas pós-cura. Ela sente falta da relação com a irmã antes de ela ser curada, recorda do amor da sua mãe. Lena enxerga a violência da repressão e a teme de um modo mais realista do que Tally  (lá eles aprontam, mas não parecem temer grandes consequências). Mesmo com tudo isso, Lena acha que a cura é algo bom. Que evita sofrimentos e resolve os problemas. Ela deseja se ajustar a sociedade, do mesmo modo que as crianças desejam ter um tênis que seus amiguinhos têm.

O que me incomodou um pouco foi que a história pareceu se alongar num determinado ponto. Do momento que Lena conhece Alex, até chegar ao ponto em que ela põe em dúvida uma sociedade sem amor se posterga um pouco de forma morna.

Fora isso, recomendo fortemente o livro e estou ansiosa para ler logo a continuação que está lá na estante.

Quem não leu ou não tem o livro, aproveite a oportunidade de concorrer na promoção Férias com livros.
 
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