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20.2.15

Santiago, Valparaíso e Viña del Mar - parte 3

Não, eu não me perdi e esqueci de finalizar sobre a viagem. Seguimos adiante depois de 4 dias no Chile.

Nosso quinto dia foi uma sexta-feira, feriado, dia do Exército. Eu já havia questionado sobre desfiles militares e descobrimos que eles aconteciam em algumas vias principais. Como era um dia em que nada abria e, conferindo a agenda, verifiquei que era dia de Troca da Guarda no Palacio de la Moneda, optamos por ser um dia passeando por Santiago mesmo.

Após mais um café da manhã delicioso, fomos de metrô até o centro. Desci próximo a Catedral em mais uma vã tentativa de entrar, mas até as igrejas estavam fechados no feriado.
Em companhia de um querido perrito fomos até o Palácio ver a troca e acompanhamos a guarda em marcha.

21.1.15

Lua de mel pela Cordilheira -parte 2


Semana passada eu comecei a contar da viagem de lua de mel que eu e o Diego fizemos ao Chile. Hoje continuo com mais um pedacinho da viagem, que honestamente foi a que mais gostei.

Na quarta-feira, véspera do feriado da Independência Nacional, nós fomos cruzar a fronteira rumo à Argentina para conhecer o Aconcágua, o ponto mais alto das Américas e maior do mundo fora do Himalaia. Para quem desconhece, o nome Aconcágua significa "sentinela de pedra". O nosso sentinela fica em Mendoza, no Parque Provincial Aconcágua e a maioria das excursões para lá saem da Argentina. Com muita pesquisa e consulta, consegui apenas uma opção de empresa que faz o passeio de Santiago até lá em day tour.

A empresa é a Andes Wind do Christian Minch. Ele busca o grupo no hotel de manhã e retorna ao fim do dia.
Saímos de Santiago juntamente com um trio de brasileiros e um casal de poloneses. Confesso que admirei muito pouco da paisagem na estrada, porque a música andina que ele ouvia no carro junto com o balancinho foi arrebatador para meu sono. Mas passamos por vinhedos e a parte mais linda é quando passamos em meio a cordilheira. Tivemos a sorte de sermos acompanhados pela lua.


Durante todo o trajeto, o Christian foi conversando e apontando características, é realmente um excelente guia. Algo que chamou atenção é que a divisa entre os países no inverno é cruzada no meio de um túnel. Há uma estrada externa que é inviabilizada pela neve. Já a ida de trem está em desuso pelo o que eu me lembre de ele ter comentado.

Indo com uma empresa de turismo fica muito mais rápido cruzar a fronteira, na volta principalmente.

Ali ao lado do Parque fica Puente Inca, um povoado onde existe uma ponte resultante dos minerais da água das geleiras. Ao lado da ponte há os escombros do que foi um hotel de águas termais muito famoso.
Achei tão bonita a ponte,algo que só os olhos conseguem captar com a luz do sol.
Nesse povoado é possível comprar souvenires.


Puente Inca
Em seguida entramos no Parque Provincial Aconcágua, e fomos caminhando admirando as nuvens que rodeavam o lindo pico.
É uma energia que existe no local que só vivenciando para entender. Não é misticismo.


No parque eu me esbaldei tirando fotos de pássaros, não que eu tenha visto tantos, mas graças minha obsessão conseguimos encontrar um casal de condores. Já graças ao incentivo do próprio Christian, nós andamos num lago congelado (preciso comentar que fui mais corajosa que o Diego, tomando a iniciativa).

Andando no lago congelado

O almoço foi um sanduíche enorme e muito gostoso, logo antes de regressarmos.

Registro fóssil de que o mar já esteve lá na Cordilheira
Na volta passamos por Portillo e fomos ver o hotel que está diante de um lago sobre o qual há uma lenda indígena.
Fiquei imaginando o quanto deve ser fantástico esquiar "rumo" ao lago. Não fiquei foi muito empolgada de ficar na piscina términa com todo aquela neve longe.


Chegamos exaustos e mesmo com muito protetor, cheguei de nariz assado.

No dia seguinte, feriado, fomos esquiar.
A reserva era com a TURISTIK. Não digo que outras empresas podem ser melhores, mas não gostei tanto do serviço. Chegaram tarde para nos buscar e ainda tardamos a nos dirigir para o Vale Nevado.
Mais chato ainda foi quase ser abandonado no local sem informações além da reservas de roupas e equipamentos.
Eu e o Diego sequer sabíamos em que pista podíamos nos arriscar sem morrermos. E bem, um funcionário da empresa recomendou que não pagássemos as aulas por ser fácil e porque perderíamos boa parte do dia.


Esse é o único ponto em que estamos de acordo. Afinal, até a gente realmente chegar na pista, já eram 10h da manhã ou mais, e teríamos que estar preparados para retornar às 16h. Só que o fato de não termos recebido orientação fez com que curtíssemos um pouco menos.

O Diego vai me desculpar, mas irei revelar que a melhor parte foi vê-lo pisar na neve e já cair perdendo os esquis do pé. Só com a ajuda de um senhor chileno muito simpático que meu marido não em deixou viúva na primeira semana. E conseguiu se divertir.



O ruim é que ficamos no início de uma pista média, mas onde a escola costuma treinar com os alunos. A questão é que só usávamos parte da pista, e consequentemente, tínhamos que retornar caminhando. Se eu comecei já tirando parte da roupa alugada só de chegar lá em cima, depois de duas descidas, estava suando só de camiseta. O que contribuiu muito para o torrão que levei (mesmo reaplicando o protetor).

Eu indo bem devagarinho para ficar bem no vídeo e o Diego parecendo um cinegrafista louco

Acabamos optando pro não comer no restaurante lá em cima, e sim na lanchonete lá debaixo. Minha sugestão é investir no crepe salgado que estava uma delícia e a porção era em generosa. 
Foi lá que descobrimos a melhor opção de todas: a pista iniciante! Ficamos lá até a hora de ir embora, curtindo, suando e tirando fotos. Achei esquiar muito legal!
Sendo assim, apesar dos pesares, acredito que vale a pena se arriscar em qualquer idade!


Pagamos 58.000 pesos chilenos por pessoa pelo passeio ao Aconcágua e 80.000 pesos chilenos por pessoa pelo Sky day em Valle Nevado (feriado).

14.1.15

Finalmente, minha lua de mel no Chile! - parte 1

Quatro meses depois de ter embarcado para o Chile, estou aqui para contar um pouco e trazer algumas dicas.
Estou com vergonha de ter deixado passar esse tempo todo, não era minha intenção quando fiquei anotando muitas coisas que eu gostaria de compartilhar aqui.

Sobre o início da viagem, eu gostaria de esquecer. Para quem não sabe, acabamos indo para lá por ter conseguido um bom preço nas passagens. E então, a louca aqui inventa um horário de voo no estresse de casamento. O pior foi chegar a tempo no aeroporto, pegar a fila da companhia errada, lembrar da certa e descobrir que por míseros minutinhos você terá que perder meio dia de viagem e mil reais por passageiro. Pois é.

Imaginem minha cara de "estou saindo para lua de mel" quando embarquei. Ela não transmitia isso de jeito nenhum.
Tentamos compensar isso achando o hotel uma delícia e saindo para comer no Shopping Parque Arauco, porque eu já havia visto que dava para irmos a pé e que contava com um boulevard e diferentes opções de restaurantes. A comida estava boa e buscaram amenizar minha frustração, mas me apresentaram para a realidade de "refeições custam caro em Santiago".

Já sabíamos de antemão que quinta e sexta teria feriado (com TUDO fechado), mas perdendo a segunda-feira, tivemos que repensar alguns passeios. Começa contando então em ordem cronológica:


Centro de Santiago

Terça-feira levantamos e tivemos um desayuno digno de lua-de-mel do cinema. Aquilo conseguiu levantar meu astral com panqueca, medialuna, até torta de limão (logicamente não devorei TUDO, apenas boa parte).
O metrô era ao lado do nosso hotel, e foi o meio de transporte escolhido. Fomos até a estação Manquehue e compramos os bilhetes. Precisamos fazer baldeação e tudo foi claramente explicado pelo Google maps, ou seja, dá para usar e abusar desse recurso na cidade.
Descemos na Plaza das armas e veio a  primeira decepção: ela estava fechada para reforma. Do outro lado estava a catedral, também em reformas e fechada para um evento que aconteceria lá dentro.

Passamos duas horas percorrendo o Museu Histórico Nacional, que fica diante da praça. A entrada do museu é barata e vale muito a pena. Além de que, de lá foi possível enxergarmos a região central de cima.
Ainda assim, aqui tem uma certa sobreposição com outros museus.


Após o almoço, fomos ao Museu de Arte Precolombina. Ao contrário do anterior, o preço é mais "salgado". Ainda assim, vale a pena para quem gosta de arte e cultura do nosso continente. Embora seja melhor equipado, gostei mais da forma como as divisões foram propostas no museu uruguaio.
Saindo de lá, fomos ao Mercado Central, foi tão esquecível (achei sem graça) que quando a Laís me perguntou semana passada, eu sequer lembrava de ter ido (viva o diário de viagem!). Mas foi lá que fizemos contato com a empresa pela qual fomos esquiar.



Minha opinião é de que, se você não é do tipo que gosta de passar tempo em museu, um período (manhã OU tarde) é o suficiente para conhecer o centro da capital chilena. Daqui poderia ser emendada outra programação que fizemos em outro dia. Mas, se você, como eu, esquece de olhar o relógio... será na medida!

O primeiro post será curtinho porque o segundo dia foi absolutamente fantástico. Logo conto mais :)
 
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