21.1.15

Lua de mel pela Cordilheira -parte 2


Semana passada eu comecei a contar da viagem de lua de mel que eu e o Diego fizemos ao Chile. Hoje continuo com mais um pedacinho da viagem, que honestamente foi a que mais gostei.

Na quarta-feira, véspera do feriado da Independência Nacional, nós fomos cruzar a fronteira rumo à Argentina para conhecer o Aconcágua, o ponto mais alto das Américas e maior do mundo fora do Himalaia. Para quem desconhece, o nome Aconcágua significa "sentinela de pedra". O nosso sentinela fica em Mendoza, no Parque Provincial Aconcágua e a maioria das excursões para lá saem da Argentina. Com muita pesquisa e consulta, consegui apenas uma opção de empresa que faz o passeio de Santiago até lá em day tour.

A empresa é a Andes Wind do Christian Minch. Ele busca o grupo no hotel de manhã e retorna ao fim do dia.
Saímos de Santiago juntamente com um trio de brasileiros e um casal de poloneses. Confesso que admirei muito pouco da paisagem na estrada, porque a música andina que ele ouvia no carro junto com o balancinho foi arrebatador para meu sono. Mas passamos por vinhedos e a parte mais linda é quando passamos em meio a cordilheira. Tivemos a sorte de sermos acompanhados pela lua.


Durante todo o trajeto, o Christian foi conversando e apontando características, é realmente um excelente guia. Algo que chamou atenção é que a divisa entre os países no inverno é cruzada no meio de um túnel. Há uma estrada externa que é inviabilizada pela neve. Já a ida de trem está em desuso pelo o que eu me lembre de ele ter comentado.

Indo com uma empresa de turismo fica muito mais rápido cruzar a fronteira, na volta principalmente.

Ali ao lado do Parque fica Puente Inca, um povoado onde existe uma ponte resultante dos minerais da água das geleiras. Ao lado da ponte há os escombros do que foi um hotel de águas termais muito famoso.
Achei tão bonita a ponte,algo que só os olhos conseguem captar com a luz do sol.
Nesse povoado é possível comprar souvenires.


Puente Inca
Em seguida entramos no Parque Provincial Aconcágua, e fomos caminhando admirando as nuvens que rodeavam o lindo pico.
É uma energia que existe no local que só vivenciando para entender. Não é misticismo.


No parque eu me esbaldei tirando fotos de pássaros, não que eu tenha visto tantos, mas graças minha obsessão conseguimos encontrar um casal de condores. Já graças ao incentivo do próprio Christian, nós andamos num lago congelado (preciso comentar que fui mais corajosa que o Diego, tomando a iniciativa).

Andando no lago congelado

O almoço foi um sanduíche enorme e muito gostoso, logo antes de regressarmos.

Registro fóssil de que o mar já esteve lá na Cordilheira
Na volta passamos por Portillo e fomos ver o hotel que está diante de um lago sobre o qual há uma lenda indígena.
Fiquei imaginando o quanto deve ser fantástico esquiar "rumo" ao lago. Não fiquei foi muito empolgada de ficar na piscina términa com todo aquela neve longe.


Chegamos exaustos e mesmo com muito protetor, cheguei de nariz assado.

No dia seguinte, feriado, fomos esquiar.
A reserva era com a TURISTIK. Não digo que outras empresas podem ser melhores, mas não gostei tanto do serviço. Chegaram tarde para nos buscar e ainda tardamos a nos dirigir para o Vale Nevado.
Mais chato ainda foi quase ser abandonado no local sem informações além da reservas de roupas e equipamentos.
Eu e o Diego sequer sabíamos em que pista podíamos nos arriscar sem morrermos. E bem, um funcionário da empresa recomendou que não pagássemos as aulas por ser fácil e porque perderíamos boa parte do dia.


Esse é o único ponto em que estamos de acordo. Afinal, até a gente realmente chegar na pista, já eram 10h da manhã ou mais, e teríamos que estar preparados para retornar às 16h. Só que o fato de não termos recebido orientação fez com que curtíssemos um pouco menos.

O Diego vai me desculpar, mas irei revelar que a melhor parte foi vê-lo pisar na neve e já cair perdendo os esquis do pé. Só com a ajuda de um senhor chileno muito simpático que meu marido não em deixou viúva na primeira semana. E conseguiu se divertir.



O ruim é que ficamos no início de uma pista média, mas onde a escola costuma treinar com os alunos. A questão é que só usávamos parte da pista, e consequentemente, tínhamos que retornar caminhando. Se eu comecei já tirando parte da roupa alugada só de chegar lá em cima, depois de duas descidas, estava suando só de camiseta. O que contribuiu muito para o torrão que levei (mesmo reaplicando o protetor).

video
Eu indo bem devagarinho para ficar bem no vídeo e o Diego parecendo um cinegrafista louco

Acabamos optando pro não comer no restaurante lá em cima, e sim na lanchonete lá debaixo. Minha sugestão é investir no crepe salgado que estava uma delícia e a porção era em generosa. 
Foi lá que descobrimos a melhor opção de todas: a pista iniciante! Ficamos lá até a hora de ir embora, curtindo, suando e tirando fotos. Achei esquiar muito legal!
Sendo assim, apesar dos pesares, acredito que vale a pena se arriscar em qualquer idade!


Pagamos 58.000 pesos chilenos por pessoa pelo passeio ao Aconcágua e 80.000 pesos chilenos por pessoa pelo Sky day em Valle Nevado (feriado).

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