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20.2.15

Santiago, Valparaíso e Viña del Mar - parte 3

Não, eu não me perdi e esqueci de finalizar sobre a viagem. Seguimos adiante depois de 4 dias no Chile.

Nosso quinto dia foi uma sexta-feira, feriado, dia do Exército. Eu já havia questionado sobre desfiles militares e descobrimos que eles aconteciam em algumas vias principais. Como era um dia em que nada abria e, conferindo a agenda, verifiquei que era dia de Troca da Guarda no Palacio de la Moneda, optamos por ser um dia passeando por Santiago mesmo.

Após mais um café da manhã delicioso, fomos de metrô até o centro. Desci próximo a Catedral em mais uma vã tentativa de entrar, mas até as igrejas estavam fechados no feriado.
Em companhia de um querido perrito fomos até o Palácio ver a troca e acompanhamos a guarda em marcha.

21.1.15

Lua de mel pela Cordilheira -parte 2


Semana passada eu comecei a contar da viagem de lua de mel que eu e o Diego fizemos ao Chile. Hoje continuo com mais um pedacinho da viagem, que honestamente foi a que mais gostei.

Na quarta-feira, véspera do feriado da Independência Nacional, nós fomos cruzar a fronteira rumo à Argentina para conhecer o Aconcágua, o ponto mais alto das Américas e maior do mundo fora do Himalaia. Para quem desconhece, o nome Aconcágua significa "sentinela de pedra". O nosso sentinela fica em Mendoza, no Parque Provincial Aconcágua e a maioria das excursões para lá saem da Argentina. Com muita pesquisa e consulta, consegui apenas uma opção de empresa que faz o passeio de Santiago até lá em day tour.

A empresa é a Andes Wind do Christian Minch. Ele busca o grupo no hotel de manhã e retorna ao fim do dia.
Saímos de Santiago juntamente com um trio de brasileiros e um casal de poloneses. Confesso que admirei muito pouco da paisagem na estrada, porque a música andina que ele ouvia no carro junto com o balancinho foi arrebatador para meu sono. Mas passamos por vinhedos e a parte mais linda é quando passamos em meio a cordilheira. Tivemos a sorte de sermos acompanhados pela lua.


Durante todo o trajeto, o Christian foi conversando e apontando características, é realmente um excelente guia. Algo que chamou atenção é que a divisa entre os países no inverno é cruzada no meio de um túnel. Há uma estrada externa que é inviabilizada pela neve. Já a ida de trem está em desuso pelo o que eu me lembre de ele ter comentado.

Indo com uma empresa de turismo fica muito mais rápido cruzar a fronteira, na volta principalmente.

Ali ao lado do Parque fica Puente Inca, um povoado onde existe uma ponte resultante dos minerais da água das geleiras. Ao lado da ponte há os escombros do que foi um hotel de águas termais muito famoso.
Achei tão bonita a ponte,algo que só os olhos conseguem captar com a luz do sol.
Nesse povoado é possível comprar souvenires.


Puente Inca
Em seguida entramos no Parque Provincial Aconcágua, e fomos caminhando admirando as nuvens que rodeavam o lindo pico.
É uma energia que existe no local que só vivenciando para entender. Não é misticismo.


No parque eu me esbaldei tirando fotos de pássaros, não que eu tenha visto tantos, mas graças minha obsessão conseguimos encontrar um casal de condores. Já graças ao incentivo do próprio Christian, nós andamos num lago congelado (preciso comentar que fui mais corajosa que o Diego, tomando a iniciativa).

Andando no lago congelado

O almoço foi um sanduíche enorme e muito gostoso, logo antes de regressarmos.

Registro fóssil de que o mar já esteve lá na Cordilheira
Na volta passamos por Portillo e fomos ver o hotel que está diante de um lago sobre o qual há uma lenda indígena.
Fiquei imaginando o quanto deve ser fantástico esquiar "rumo" ao lago. Não fiquei foi muito empolgada de ficar na piscina términa com todo aquela neve longe.


Chegamos exaustos e mesmo com muito protetor, cheguei de nariz assado.

No dia seguinte, feriado, fomos esquiar.
A reserva era com a TURISTIK. Não digo que outras empresas podem ser melhores, mas não gostei tanto do serviço. Chegaram tarde para nos buscar e ainda tardamos a nos dirigir para o Vale Nevado.
Mais chato ainda foi quase ser abandonado no local sem informações além da reservas de roupas e equipamentos.
Eu e o Diego sequer sabíamos em que pista podíamos nos arriscar sem morrermos. E bem, um funcionário da empresa recomendou que não pagássemos as aulas por ser fácil e porque perderíamos boa parte do dia.


Esse é o único ponto em que estamos de acordo. Afinal, até a gente realmente chegar na pista, já eram 10h da manhã ou mais, e teríamos que estar preparados para retornar às 16h. Só que o fato de não termos recebido orientação fez com que curtíssemos um pouco menos.

O Diego vai me desculpar, mas irei revelar que a melhor parte foi vê-lo pisar na neve e já cair perdendo os esquis do pé. Só com a ajuda de um senhor chileno muito simpático que meu marido não em deixou viúva na primeira semana. E conseguiu se divertir.



O ruim é que ficamos no início de uma pista média, mas onde a escola costuma treinar com os alunos. A questão é que só usávamos parte da pista, e consequentemente, tínhamos que retornar caminhando. Se eu comecei já tirando parte da roupa alugada só de chegar lá em cima, depois de duas descidas, estava suando só de camiseta. O que contribuiu muito para o torrão que levei (mesmo reaplicando o protetor).

Eu indo bem devagarinho para ficar bem no vídeo e o Diego parecendo um cinegrafista louco

Acabamos optando pro não comer no restaurante lá em cima, e sim na lanchonete lá debaixo. Minha sugestão é investir no crepe salgado que estava uma delícia e a porção era em generosa. 
Foi lá que descobrimos a melhor opção de todas: a pista iniciante! Ficamos lá até a hora de ir embora, curtindo, suando e tirando fotos. Achei esquiar muito legal!
Sendo assim, apesar dos pesares, acredito que vale a pena se arriscar em qualquer idade!


Pagamos 58.000 pesos chilenos por pessoa pelo passeio ao Aconcágua e 80.000 pesos chilenos por pessoa pelo Sky day em Valle Nevado (feriado).

14.1.15

Finalmente, minha lua de mel no Chile! - parte 1

Quatro meses depois de ter embarcado para o Chile, estou aqui para contar um pouco e trazer algumas dicas.
Estou com vergonha de ter deixado passar esse tempo todo, não era minha intenção quando fiquei anotando muitas coisas que eu gostaria de compartilhar aqui.

Sobre o início da viagem, eu gostaria de esquecer. Para quem não sabe, acabamos indo para lá por ter conseguido um bom preço nas passagens. E então, a louca aqui inventa um horário de voo no estresse de casamento. O pior foi chegar a tempo no aeroporto, pegar a fila da companhia errada, lembrar da certa e descobrir que por míseros minutinhos você terá que perder meio dia de viagem e mil reais por passageiro. Pois é.

Imaginem minha cara de "estou saindo para lua de mel" quando embarquei. Ela não transmitia isso de jeito nenhum.
Tentamos compensar isso achando o hotel uma delícia e saindo para comer no Shopping Parque Arauco, porque eu já havia visto que dava para irmos a pé e que contava com um boulevard e diferentes opções de restaurantes. A comida estava boa e buscaram amenizar minha frustração, mas me apresentaram para a realidade de "refeições custam caro em Santiago".

Já sabíamos de antemão que quinta e sexta teria feriado (com TUDO fechado), mas perdendo a segunda-feira, tivemos que repensar alguns passeios. Começa contando então em ordem cronológica:


Centro de Santiago

Terça-feira levantamos e tivemos um desayuno digno de lua-de-mel do cinema. Aquilo conseguiu levantar meu astral com panqueca, medialuna, até torta de limão (logicamente não devorei TUDO, apenas boa parte).
O metrô era ao lado do nosso hotel, e foi o meio de transporte escolhido. Fomos até a estação Manquehue e compramos os bilhetes. Precisamos fazer baldeação e tudo foi claramente explicado pelo Google maps, ou seja, dá para usar e abusar desse recurso na cidade.
Descemos na Plaza das armas e veio a  primeira decepção: ela estava fechada para reforma. Do outro lado estava a catedral, também em reformas e fechada para um evento que aconteceria lá dentro.

Passamos duas horas percorrendo o Museu Histórico Nacional, que fica diante da praça. A entrada do museu é barata e vale muito a pena. Além de que, de lá foi possível enxergarmos a região central de cima.
Ainda assim, aqui tem uma certa sobreposição com outros museus.


Após o almoço, fomos ao Museu de Arte Precolombina. Ao contrário do anterior, o preço é mais "salgado". Ainda assim, vale a pena para quem gosta de arte e cultura do nosso continente. Embora seja melhor equipado, gostei mais da forma como as divisões foram propostas no museu uruguaio.
Saindo de lá, fomos ao Mercado Central, foi tão esquecível (achei sem graça) que quando a Laís me perguntou semana passada, eu sequer lembrava de ter ido (viva o diário de viagem!). Mas foi lá que fizemos contato com a empresa pela qual fomos esquiar.



Minha opinião é de que, se você não é do tipo que gosta de passar tempo em museu, um período (manhã OU tarde) é o suficiente para conhecer o centro da capital chilena. Daqui poderia ser emendada outra programação que fizemos em outro dia. Mas, se você, como eu, esquece de olhar o relógio... será na medida!

O primeiro post será curtinho porque o segundo dia foi absolutamente fantástico. Logo conto mais :)

20.10.14

Montevideo: segunda parte

Eu contei um pouco dos dois primeiros dias de viagem nesse post. Pretendo aqui finalizar e o relato e prometo ainda trazer um pouco mais detalhado alguns lugares que visitei que considero valer a pena 'fazer propaganda'.

Finalmente fui abençoada com o sol na capital uruguaia. No meu terceiro dia de viagem programei uma saída ao ar livre, então estava contando com isso. (não estava contando é com as poeiras na câmera que eu não notei)

Após o café da manhã fui caminhando até o parque Rodó. E honestamente, não curti o Parque em si. Acho que é um local bem interessante para a população local curtir o fim de semana, ir correr, levar os cachorros para passear (lá ganhei dois amigos e admiradores caninos). Mas não é um parque muito interessante para turista conhecer (minha opinião).


Lá peguei o ônibus 182 (o 181 também serve) próximo da faculdade de direito e segui para o Jardim Botânico. Contei com a simpatia comum dos uruguaios para o motorista parar exatamente em frente a entrada do local.
E como boa bióloga fiquei num paraíso por algumas horas.
O Jardín Botánico de lá não se compara ao de Sydney para levar a loucura até os menos interessados pela vida natural.





A entrada é gratuita e é um passeio agradável, pode render um bom piquenique.
Saindo de lá fui caminhando até o rosedal que estava como eu imaginava: seco e sem flores nessa época. Ainda assim, deu para ter uma noção e recomendar a dupla.



Minha pretensão era emendar no Jardim Japonês e Museu Blanes, que são todos na região, mas eu comecei a desempolgar porque estava ansiosa para voltar para almoçar e descansar um pouco antes de caminhar pela rambla.
Acabei optando por voltar e almoçar um maravilhoso hamburguer de falafel no Barbaros ao lado do hotel. Voltei rolando pro quarto e depois fui estourar a bomba calórica tomando Freddo.
Tudo para ganhar energia para a caminhada rumo ao pôr do sol no farol.



Caminhar pela rambla é uma delícia, e ela não é uma novidade uruguaia, lembra desde Laguna ao Rio de Janeiro.
Claro que o passeio por ali durante a tarde deve ser mais agradável no verão, já que os prédios sombreiam a calçada. Mesmo assim foi bem agradável, tirei muitas fotos e ter a visão do farol como objetivo tornou a caminhada rápida.




Muita gente vai até o farol de Punta Carretas para ver o sol deixar os céus, mas eu aviso que a região fica meio abandonada, muita gente chega lá de carro.
Eu estava sozinha e não quis esperar o 'adeus total' para voltar, mas nos trinta minutos que fiquei ali foram tranquilos, com muitas visitas de cães e seus donos e a companhia de alguns felinos locais.

Não tenho nenhuma dica especial de restaurantes a noite, porque com o frio e a preguiça que eu estava me acomodei no hotel. 
Acredito que dois a três dias são suficientes para curtir o essencial da capital uruguaia, um local bem tranquilo para passeios a pé, ou para os preguiçosos de táxi.

E sim, o pôr do sol é lindo.

19.10.14

Montevideo: última viagem de solteira

Alguns meses depois, estou reativando o blog vagarosamente, mas não poderia deixar de passar os relatos sobre as últimas viagens que fiz.

A ida para Montevideo foi um acaso, descobri uma promoção e como tinha milhas e férias marcadas no período da promoção acabei optando não deixar a oportunidade de conhecer a capital uruguaia.

Cheguei lá pós Bienal em São Paulo (muito calor) em pleno frio e chuva. Agora triste foi pagar um preço alto para chegar no hotel já que os únicos táxis permitidos são tabelados (1100 pesos uruguaios). Há a possibilidade de ir de ônibus (o que eu acabei optando na volta), porém ao chegar ao local a informação sobre eles não é simples, então meu único conselho é já se prevenir.

O aeroporto fica distante da cidade, e nesse percurso fui conversando com o taxista e ouvindo velhos axés no rádio. Eles realmente ouvem muita música brasileira (não só axé hehe). E quando eu digo velhos axés, me refiro a escutar o 'segura o tchan' enquanto admirava o mar revolto.

O hotel em que fiquei (Dazzler) em Punta Carretas é ótimo. A localização é perfeita, pertinho da rambla, pertinho do Shopping Punta Carretas, pertinho do Parque Rodó e com muita disponibilidade de ônibus.
O quarto era muito bom, tanto quanto o café da manhã. Minha única reclamação foi quanto ao banheiro. O vaso sanitário estava com problemas no cano e aí já entrei no quarto com um cheiro de cano que se resolveu abrindo a janela. Mas estava sempre entupindo e eu reclamei, mas nem resolveram. (não liguem para a bagunça que eu fiz)

Vista da varanda do hotel



No primeiro dia, acabei ficando só aconchegada e minha única saída foi um reconhecimento até o Shopping, em especial para 'almojantar'.

O segundo dia começou sem chuva, mas tempo feio e frio. Peguei o ônibus 116 para o Centro na tentativa de conhecer primeiro o Museo de História Natural, que estava fechado. Minha grande crítica a cidade foi justamente uma certa dificuldade em encontrar alguns dos pontos turísticos. Os museus se escondiam em segundos andares, sem placa e nem qualquer outra indicação.
A partir daqui eu narro o roteiro do modo que eu considero que deveria ter sido feito, não como eu fiz feito barata tonta.


Desceria na Ciudad Vieja próximo ao Mercado do Porto. Ali aproveitaria para olhar a região e se for do agrado, entrar no Museu do Carnaval (eu não cheguei lá no horário, mas não estava nas minhas prioridades).
Segundo parada seria o Museo de Arte Precolombina e Indígena. A entrada custa 60 pesos, o local é pequeno mas é um museu charmoso e com informações interessantes. Tem coisas de história natural e também a parte arqueológica. Adorei a sala que tratava de instrumentos musicais. Acredito que mesmo sendo minúscula, vale a pena a visita só para conferir algo assim diferente.


De lá siga para a Casa de Garibaldi, você vai poder saber mais da vida do casal do qual tanto ouvimos no Sul do Brasil e conhecer o cantinho em que eles viveram por lá. Lembrando que ambos são melhor reconhecidos no país vizinho que no nosso. É, Anita...

Casa de Garibaldi
A próxima parada deve ser a Plaza Constituición e a Catedral Metropolitana.
A Catedral é linda e eu me acabei em lágrimas lá dentro. Quando entrei senti algo dentro de mim que precisei até sentar e colocar para fora, uma emoção muito grande, forte e que me deixou mais serena.
Acho muito interessante também conhecer a história das diversas igrejas que a cidade já teve como matriz.


De lá você pode fazer como eu e conhecer a casa do Partido Nacional, ou seguir para o Museo Andes (20 reais). Por favor, não deixem de visitá-lo, e conhecer um pouco de uma das histórias de sobrevivência mais surpreendentes. Depois de haver lido O milagre nos Andes fiquei ainda mais interessada em ver os óculos e outros apetrechos que eles criaram e utilizaram para sobreviver no alto dos Andes.
À esquerda maquete de como eles dormiam na fuselagem. À direita vista do museu e de casacos dos sobreviventes.
Mudando os ares de história para os ares da arte, a visita seguinte é no Teatro Solis para uma visita guiada (as quartas-feiras são gratuitas!!). Além de belíssimo o teatro, contamos com a intervenção de atores que representaram trechos de textos de consagrados autores uruguaios.
Eu que adoro tradições achei muito interessante saber que até hoje é acesa uma luz vermelha no topo quando está acontecendo um espetáculo, mesmo que os prédios ao redor já impeçam 'a cidade de ver'.
O teatro fica diante da Plaza Independéncia onde é possível conferir a Puerta de la Ciudadela. É na praça que se inicia a Avenida 18 de julio por onde eu segui a pé.


Nessa região há muito comércio, mas eu não estava pretendendo gastar meus pesos e entupir minha pequena mala, então minha parada de compras foi apenas no Mercado de los Artesanos (na Plaza Cagancha) que para ser sincera, achei que vale pouco a pena. Acabei almoçando no Facal diante da Fuente de candados. Porém, quem seguir o passeio nessa ordem pode aproveitar para tomar um café na região e rumar para casa e se preparar para ir jantar.


Continua na próxima postagem.

14.10.13

Heaven Bay ou Hervey Bay

Hervey Bay foi a quarta cidade que conhecemos e a que eu mais gostei. Pode ser que eu realmente seja um bicho do mato e goste de locais tranquilos, com a cara de interior.
E a cidade é bem assim. Embora a gente tenha se enrolado para sair da rodoviária e chegar ao hostel, contamos com a bondade e gentileza do motorista de ônibus que nos levou pelo caminho longo até lá.
Isso é algo importante de destacar, os horários de ônibus local são quase que de hora em hora. E uma linha faz o percurso inverso da outra. Quase que ficamos esperando pelo ônibus indicado (que levaria 50 minutos para passar), quando o que pegamos levou 15 a 20 minutos para chegar ao hostel. E isso era considerado o caminho longo.

A realidade é que havia shuttle do Hostel em que ficamos, mas o Diego que fez as reservas e não se ligou nisso. Quando chegamos lá, descobrimos que a recepção fechava no almoço até às 16h. E ficamos lá sentados (almoçados, ainda bem) aguardando. E ficamos muito satisfeitos com o local.
Era muito limpo, confortável, as pessoas eram prestativas, o ambiente muito bom. Só não gostei muito de o banheiro ser para homens e mulheres. E ter apenas dois chuveiros. 
Nunca tive que ficar esperando para usar, mas não sei se isso pode vir a ser um empecilho.

No primeiro dia fomos para a praia no fim da tarde e depois iríamos buscar um supermercado pelas indicações fornecidas na recepção.
Um dos momentos mais mágicos eu vivenciei lá nesse dia. Além do céu ficar simplesmente lindo nessa cidade, presenciei uma migração de morcegos com o anoitecer. Eram centenas e eu custei a ter certeza se eram realmente morcegos (como o voo e as asas indicavam) ou se eram aves.
Sei que sou bióloga, que alguns podem achar que achei lindo porque sou louca, mas não é verdade. Outras pessoas ficavam parada na rua olhando para o céu admirando e achando incrível.


No segundo dia fomos fazer o passeio que nos levou a cidade, conhecer a Fraser Island, maior ilha de areia do mundo.
Você se pergunta porque estou falando sobre ser uma ilha de areia, e eu respondo que é um fator muito importante. Em especial porque eu aconselho você ir com grupos especializados para lá se é a primeira vez para não ficar atolado na areia a todo momento. Porque a pessoa tem que ter experiência de verdade! Ou fura o pneu, atola e estraga o tempo lá.



Nós visitamos a ilha com a Fraser Island Tours e gostamos do serviço. Embora o meu gosto seja de ficar mais nos locais e curtir, um dia é o suficiente para conhecer o geral da ilha. Entretanto você ficará pouco tempo em cada parada e longos períodos sentado no ônibus olhando a paisagem. Porque a ilha é enorme (180 km de comprimento) e dirigir é difícil.
É praticamente desnecessário dizer nosso percurso porque quase todas as empresas fazem o mesmo, ou fazem o que eu fiz com alguns pontos a mais (que seriam feitos se eu fizesse o passeio de dois dias).
Minha infelicidade foi de não ter visto o dingos ao vivo, embora muita gente deve ter agradecido a falta do encontro. Porém, rodar pela praia durante muito tempo foi recompensado por termos visto baleias.


O nosso terceiro dia em Fraser Coast tinha sido planejado para irmos na praia de manhã e a tarde darmos uma volta para visitar alguns pontos da cidade. Consideramos fazê-lo de bicicleta.
O tempo nos enganou e saímos para a praia tentando aproveitar um pouquinho de sol antes do que seria o primeiro dia de chuva da viagem. O céu estava sendo tomado de nuvens negras. E assim, acabamos ficando na praia até mais tarde tentando aproveitar 'a rua'. E eis que não choveu!

Na praia eu fiquei me empolgando com as aves e dei de cara com uma águia e muitos pelicanos! Estes sofreram com minha perseguição e empolgação infantis.


Ao retornar para o hostel, fizemos um almoço e comemos sentados ao ar livre nas mesinhas do quintal.
Para nos despedirmos, fomos à noite num pub irlandês que tem na orla da praia The HooLihans que eu recomendo fortemente pelo ambiente e pela comida.

30.9.13

Brisbane e meu coala

Continuando as postagens das minhas férias (1 e 2), hoje chegamos a Brisbane, a terceira maior cidade da Austrália. O que é muito engraçado, considerando que nenhuma das três cidades é a capital do país.

Brisbane, entretanto, é capital de Queensland, estado do sol. É o estado que abriga cidades turisticamente importantes, seja pela Gold Coast, seja pela Grande Barreira de Corais.
Aqui nós ficamos abrigados no quarto da Kênia! Foi o dia para matarmos as saudades das coisas boas e deixarmos ela um pouquinho irritada conosco também (porque sem isso ela não mataria saudades completas).

Sexta-feira aproveitamos para despachá-la para aula e irmos visitar uns amigos mais legais (brincadeira!). A visita foi ao Lone Pine Koala Sanctuary. Para chegar lá de transporte público, você pode pegar o ônibus 445 em Adelaide Street ou 430 em Queen Street Bus Station. E a visita vale a pena do meu ponto de vista.
Lá funciona um santuário de conservação, que não deixa de ser um estilo de zoológico também. Mas é um local pequeno, perfeito para ir em família passar o dia e descansar, conhecendo mais sobre a biologia de vários animais que habitam o local.
Tem até um show de cão pastor que é uma fofura!
Ela aproveitam para ganhar uma grana (como em todos os locais do gênero no país) para tirar foto com cada tipo de animais: crocodilos, aves de rapina, ... e coalas! E a pessoa aqui pagou para tirar a foto abraçando o coala (aliás foi uma das coisas mais desesperadas que fiz. E para resumir a minha frustração: eu saí MEDONHA! Quase chorei quando peguei a foto após o almoço. E pela bondade divina da fotógrafa, ela me deixou tirar uma foto de olhos abertos e sem cara de chapada pelo eucalipto).
Você fica livre para entrar com comida (não há restrições), e pode comer lá. Não é tão caro (preço médio de fast food), porém achei minha porção de fish and chips levemente pequena.
E wi-fi grátis, além de alguns computadores à disposição na área do restaurante.
Dos animais, você pode conferir muitos coalas de todas as idades, cangurus e wallabies, emus, lagartos, dingo, aves, demônios da Tasmânia, wombats, ornitorrincos... (dessa vez achei melhor colocar as fotos sem a montagem).

Wombat 

 Kookaboora em cativeiro (vi e fotografei alguns da natureza passeando por lá)

 A melhor foto do ornitorrinco é assim, com uma estátua
 Taz lindo!

 Preparando para me juntar a eles... Cangurus cinzas
 Wallaby pensando que eu tinha comida, mas era carinho
 Óin!
 Tentando superar as fobias
 Porém as lorikeets não eram tão gentis
 A cacatua branca que veio visitar as amigas que estavam presas


Sábado a Kênia nos levou para dar uma volta pelo centro, fizemos um misto de sugestões dela com as do guia que eu tinha. Como acordamos tarde e as coisas fecham relativamente cedo, não deu para fazer muito.
Passeamos pela parte gratuita do Sciecentre (que fica num complexo com outros museus), e saímos para almoçar ali perto onde eles possuem uma espécie de piscina pública/praia artificial às margens do rio.

Depois do almoço fomos até a Art Gallery dar uma olhadinha rápida e terminamos dando 'voltas' na Whell (a roda gigante da cidade).


À noite, retornamos ao centro e quase ficamos sem janta, porque tudo fecha bem cedo. Então, às 21h30 não conseguíamos mais entrar para jantar em quase local algum. Comemos perto de Queen Street (acho) e depois fomos ao The Victory curtir música e cerveja.

Domingo descansamos, almoçamos em casa e ficamos arrumando nossas bagunças. Além de colocar o papo em dia. Para segunda voltar ao centro e visitar mais alguns locais.
Como, por exemplo, o Brisbane Museum, que conta um pouco da história da cidade com as fotos ao longo do tempo. Algo que eu adorei foi um vídeo que vai mostrando o rio que corta a cidade desde sua nascente e sua relação com a população.
Ao sair do museu fomos conhecer o Jardim Botânico e sentar um pouco ao sol. Porém a fome logo bateu e decidimos por um fim em nossos desejos almoçando no Jo-Jo's que eu recomendo fortemente. Tanto pela comida deliciosa (experimentem as massas) quanto pela sobremesa que só de lembrar me deixa salivando.
Como a Kênia queria nos levar em um restaurante japonês em que o sistema de pedidos era através de uma televisão (o que me fez pedir por engano uma porção em dobro), ficamos fazendo hora nas lojas para aguardar a janta.
E foi lá que pudemos comemorar a nossa etapa final em Brisbane.

No Bothanic Garden: rolou até encontro com a Terra Média

Na terça-feira pela manhã embarcamos para Hervey Bay. Onde estivemos na rodoviária/shopping! 

 
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