Mostrando postagens com marcador arteecultura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador arteecultura. Mostrar todas as postagens

29.7.13

[SapatosdaLili] Buenos Aires novamente

Quando eu fui fazer intercâmbio para Buenos Aires em 2010, eu criei um blog para falar de viagens, contar minhas experiências... Isso porque os blogs de viagem sempre me ajudaram muito a conhecer locais, ver dicas de documentação ou de onde dormir, como evitar roubadas e etc.

Acontece que estudando e depois seguindo para o povoado de Magdalena (sem acesso a internet), eu não conseguia atualizar com muita frequência. Quando eu retornei, ainda fiz algumas postagens, porém a empolgação e as lembranças já não eram as mesmas. Acabei deixando a coisa morrer.

Voltei a escrever intensivamente ano passado nesse meu outro blog, e agora vejo que não faz tanto sentido criar um outro blog, mas um espaço aqui dentro para falar sobre isso. Assim, em homenagem ao antigo blog, crio a tag sapatos da Lili, para falar por onde meus sapatos já caminharam.

Esse primeiro post vai ser um relato geral dessa minha viagem, mas eu já lancei algumas ideias de postagens relacionadas a Argentina, Buenos Aires e etc que são frutos dessa última viagem e de experiências anteriores.


Dessa vez eu fui para Buenos Aires passar 14 dias em um curso para o trabalho. Deste modo, eu não tive muito tempo para aproveitar a cidade em si, já que eu saía de manhã e retornava no fim do dia.

Minha escolha de hospedagem foi o Hostel Suites da Florida. Escolhi ficar lá, porque cheguei a visitar o hostel quando estive morando nas terras 'porteñas', e me interessava mais estar em um hostel já que iria viajar sozinha. Assim havia a possibilidade de fazer alguma amizade e ter companhia para fazer algo no tempo curtinho antes de dormir.
Eu, particularmente, curto ficar em hostels e acho que fui feliz nessa decisão, porque realmente consegui ter a companhia de algumas meninas e me sentir menos sozinha. Com relação a hospedagem, posso dizer que fiquei menos satisfeita do que esperava. A qualidade dos quartos é inferior ao que aparentava, a limpeza não é agradável (ressalto que não é pior do que a maioria dos locais que conheci por lá, e bem melhor do que a maioria), o café da manhã possuía frutas (uma raridade por lá! e um ponto positivo) só que não tinha medialunas (como?!?!). Os banheiros foram o fator que me deixou mais descontente, mas não se assustem porque ele é melhor do que a maioria dos banheiros argentinos que já vi (e melhor do que muitos hotéis que me hospedei no Brasil).
A cozinha me deixou muito satisfeita pelos equipamentos e utensílios. Do mesmo modo achei ótimo ter um pub embaixo do hostel, o que era prático para comer e ótimo para sair sem sair. O péssimo foi o cancelamento da noite no pub no meu único sábado a noite, que estava extremamente congelante (com 5ºC e vento), porque o hostel estava cheio de crianças para uma competição de futebol. Foi péssimo e de descaso com os demais hóspedes.
Algo muito interessante, é que os hóspedes ganham 20% de desconto no pub. E, ao menos na minha primeira semana, havia uma promoção (cancelada na semana seguinte por conta das crianças!) de segunda a quarta em que você colocava o nome na lista até às 18h e aí poderia comer 'o prato do dia' na janta se consumisse qualquer bebida (poderia ser água).
Segunda era espaguete ao sugo, terça torta de legumes com salada e quarta pizza brotinho de muzzarela.

Algo que me deixou muito infeliz foi não ter conseguido ingressos para Ópera (ou qualquer outra coisa) no Colón. Quando morei lá ele reabriu no finalzinho (e eu era estudante dura). Só havia ingresso para assistir em pé, e pagar para ficar 3h30 em pé não rolava.
Então esse é algo que Buenos Aires ainda me deve.

Durante a minha primeira semana a temperatura foi caindo drasticamente (e o frio chegou ao Brasil também). Assim, minha vontade para fazer algumas coisas que tinha planejado foi carregada pelo vento.


Sábado a noite fui ao Café Tortoni para comer e assistir ao show de tango. Eu já conhecia o café (e tinha sido tratada como lixo no passado pelo mau humor do garçom), porém não tinha assistido ao show de tango lá. 
Agora posso afirmar que vale muito a pena trocar o valor alto dos "shows de tango" pela apresentação do Tortoni se seu intuito é se deliciar com o tango. Claro que nos famosos shows há muito mais bailarinos e um espetáculo bem mais glamouroso. Ambos são bons e valem a pena, porém no café você consegue uma opção mediana com um preço mais razoável (140 a 150 pesos). E ainda tem o valor histórico e o ambiente delicioso, no qual eu fui muito melhor recebida dessa vez (pode ser que eu não tenha mais cara de estudante pobre).
A comida e o vinho estavam ótimos, mesmo que não seja nada de espetacular a comida do café.

No sábado eu fui fazer a visita ao museu que eu já deveria ter visitado antes de voltar ao Brasil em 2010, mas o calor não me permitiu (sério! que ironia essa mudança). Fui conhecer o Museo da Evita e prometo um post falando um pouco melhor dele.
Só queria dizer que realmente fiquei emocionada com o local e a história.


Saindo do museu, estamos logo na Plaza Itália. Ali há inúmeras opções por perto: Zoológico de Buenos Aires, Jardim Japonês, os bosques de Palermo, o Rosedal, Jardim Botânico e uma caminhada pelas lojas há algumas quadras.
Eu dei uma passada no Jardín Botánico (um dos locais que mais sinto falta, em especial pelo passeio cheio de gatos) e depois segui caminhando pela calle Jorge Luis Borges até a Plaza Serrano onde acontece uma feira e também tem no entorno inúmeras lojas de estilistas locais.
E sempre foi uma ótima pedida para comprar roupas bonitas e com ótimo preço. 
Retornei até a Avenida Santa Fé e segui caminhando inúmeras quadras até retornar a calle Florida (é realmente longe, quase 10 km). A razão é que a Avenida Santa Fé é outro local com inúmeras lojas com roupas lindas. 
Eu, entretanto, não estava encontrando muita coisa que fizesse eu me apaixonar. Não comprei nada, também porque achei que com a crise na Argentina os valores não eram aquela atração louca de tempos atrás.  
Porém continuo achando um bom percurso para quem quer ir às compras e fugir da calle Florida, em especial agora que está toda quebrada pelas obras.

No domingo tinha planejado alguns passeios ao ar livre, mas estava humanamente impossível diante do frio (ou eu iria congelar).
Fui à Catedral Metropolitana de Buenos Aires logo cedo e depois fui fazer a visita guiada à Casa Rosada.
Eu realmente adorei a visita interna (mesmo com o frio). Achei que eles conseguiram valorizar grandes nomes argentinos e incluirei mais detalhes na postagem conjunta com o Museo Evita.
Só aviso desde já que não acontecem essas visitas todos os dias, apenas nos fins de semana e feriados, mas vale a pena.

Na terça à noite da segunda semana fui ao teatro assistir Los locos Adams no Teatro Ópera (o mesmo em que assistir La Bella y la Bestia em 2010). Continua um primor o trabalho da Broadway argentina, e até achei a peça engraçada em alguns momentos, com algumas canções bem interessantes. Só que de modo geral era tudo bem mais fraco, principalmente pela história bobinha (Wednesday se apaixona por um rapaz 'normal' e as famílias vão jantar juntas). E algumas das canções eram muito 'teenagers' americanos.

Na sexta eu fiz um programa que eu estava bem interessada e que me decepcionou porque eu tinha imaginado algo diferente. Fui ao Museo del Libro y de la Lengua. E do mesmo modo, pretendo contar um pouco mais naquela postagem já mencionada.

Sábado foi dia de retornar ao Brasil, com direito a um dia belíssimo dia de sol em que aproveitei para dar uma caminhadinha a Puente de la Mujer uma vez mais na vida.


30.11.12

Liniers e seu Macanudo


Ontem eu fui com a Kênia assistir a palestra do Carlos Ruas, criador do criador, cartunista de Um sábado qualquer.
Lá eu falei para a Kê que um dos meus quadrinhos preferidos era do Liniers, argentino que possui os quadrinhos mais bonitos e artisticamente elaborados com bom conteúdo.
Ela não conhecia ele, então achei no meu dever trazer para o blog hoje um pouco sobre o artista.


Ricardo Liniers Siri, tem sua assinatura de Liniers vinda em homenagem a um avô. Escorpiano (haha) de 15 de novembro de 1973, começou as leituras com a minha queridíssima Mafalda. Também era fã de Tintim e de Guerra nas estrelas, mas tem mais, ela adorava Asterix e se identifica com o Obelix (ele dfinitivamente tenta conquistar meu coração).
Nos estudos começou no tradicional Direito, pulou para Ciências da comunicação e Publicidade, porém a real publicidade foi investida em seus desenhos.


O charme em seus trabalhos devem-se ao desenho com lápis, nanquim e aquarela, criando quadrinhos suaves e coloridos. Bem artíticos. Já o conteúdos das tirinhas é o humor, assim como a ilustração, suave, no entanto, com profundidade.
 
Desde 1999 publica na mídia impressa desde o famosa La Nación na Argentina a Folha de São Paulo por aqui. Seu trabalho também foi levado para Canadá, França, Espanha... E não ficou apenas nos jornais, ganhou publicações em livro e chegou a capa de cds.



Macanudo, sua famosa obra, é uma expressão argentina que significa "supimpa"!
Seus personagens são variados, coelhos, pinguins, meninas e gatos.

Esse ano houve uma exposição do trabalho de Liniers em São Paulo, atualemnte a exposição está em Recife até o fim dessa semana.

Quem ainda não conhecia o trabalho do arista e agora se apaixonou?
(aliás, ótimo presente para quem quiser me dar os livros dele)



Fontes: Trip, Taringa, G1.

20.9.12

Martha Medeiros: gaúcha boa, tchê!

Martha Medeiros


Eu já falei algumas vezes da Martha Medeiros aqui pelo blog. Eu curto muito as crônicas dela, e apesar de não ter tido a oportunidade de ler nenhum romance dela, a adaptação de Divã me conquistou (e a avaliação da Aione me convenceu).

Nascida na capital gaúcha, é provável que o fato de ser do Sul gere uma certa relação de identificação.

Formada na PUC de POA, trabalhou muito tempo com publicidade e propaganda, mas em 1993 deu uma mudada de ares. Com três livros já publicados, mudou-se para Santiago do Chile para se dedicar um pouco à poesia.

Foi após o retorno ao Brasil que ela passou a escrever crônicas (maravilha!) e a partir daí, se tornou esse estouro.

Nessa época ela iniciou com uma coluna no Zero Hora de Porto Alegre, vínculo que ainda mantém.

Os seus livros Trem bala, Tudo que eu queria te dizer e Doidas e santas foram adaptados para o teatro e Divã para o teatro, cinema e televisão.

Eu, entretanto repito, Martha é minha cronista mulher preferida.
Caso você ainda não tenha lido nada dela, não perca tempo.




 Obras publicadas:
Strip-Tease (1985) 
Meia noite e um quarto (1987) 
Persona non grata (1991) 
De Cara Lavada (1995) 
A Terra Gasta (1996) 
Poesia Reunida (1998)
Geração Bivolt (1995) 
Topless (1997) 
Santiago do Chile (1996) 
Trem-Bala (1999).
Non Stop (2000)
Cartas Extraviadas e Outros Poemas (2000)
De Café e Cogumelos (2001) 
Divã (2002) .
Montanha-Russa (2003) 
Coisas da Vida (2005) 
Esquisita como Eu (2004) 
Selma e Sinatra (2005) 
Tudo que Eu Queria te Dizer (2007) 
Doidas e Santas (2008) 
Fora de Mim(2010)  
Feliz por Nada (2011) 



27.7.12

Paul Gauguin

Essa semana em Pinceladas do mundo real, eu trouxe uma pincelada de verdade: Paul Gauguin nas paredes da UBA. E Paul Gauguin no Museu.
Como houveram alguns comentários "nunca ouvi falar dele", decidi falar nessa sexta um pouquinho dele.

Paul Gauguin é um pintor francês, nascido em 1848 em Paris.
Quem olha os quadros dele cheios de cor, pode pensar que são um pouco distintos de pintores europeus da época e que lembram pinturas brasileiras como a Tarsila do Amaral (não estou comparando o estilo, mas as cores). Ou até mesmo ao artesanato sul-americano.
Acontece que seus primeiros 7 anos de vida, ele viveu em Lima (Peru). Algo que eu pressuponho, tenha influenciado a sua arte.
O interessante na vida de Gauguin é que somente aos 35 anos (uma idade bem madura para época) ele decidiu realmente dedicar a vida à pintura.
Durante o tempo em que viveu no sul da França, conviveu com Van Gogh e teve quadros seus comprados pelo irmão de Van Gogh.

Obra: Vincent Van Gogh pinta girassóis.

Apesar de ter vivido à época do Impressionismo, sua obra não se caracteriza dentro deste movimento.

 Outras obras:




23.5.12

Minuscule

Semana passada quando eu estava pensando em como transformar a aula do 2º ano pós prova mais leve, mas mesmo assim iniciar o assunto de insetos, fiquei pensando no filme "Vida de inseto".
Durante a graduação eu trabalhei na disciplina de estágio com esse filme numa turma de 6º ano que rendeu até uma apresentação de poster lá em Buenos Aires. Foi muito legal.

Mas o filme era inadequado para os míseros 50 minutos de aula. E eis que eu descubro algo muito interessante. A série francesa Minuscule. É incrível! E os alunos gostaram (ou mentiram pra mim hehe).
Segue então uma indicação a todos e aos professores. É lindo demais.

A série apresenta a vida dos insetos em animação de um modo engraçado e com uma riqueza de detalhes fabulosa. Sério, deixa os desenhos Disney no chinelo na questão de imagem.
Há vários trechos disponíveis no youtube.
Um dos meus preferidos é o da joaninha que busca um amor.

Confiram e divertam-se!





Ah, me contem o que acharam, ok?!

23.4.12

Convite: Semana da Dança Florianópolis

Desde o último domingo (dia 22) até domingo (dia 29) estará sendo comemorado o Dia da dança em edição especial esse ano, ou seja, com tantas atividades que se tornou a Semana da Dança.

Quem me conhece sabe como dançar é parte essencial do meu ser. Que dançar artisticamente faz parte de mim desde os três aninhos nas aulas de Ballet Clássico do colégio... e passou por muitos modos de admiração, por muitas danças até encontrar aquela em que meu corpo pode se expressar melhor (embora admire quase todas as demais).

Chega de blá-blá-blá, vim aqui expôr o convite para assistirem ao grupo Flores do Nilo (do qual sou integrante) no domingo 29 no Auditório Garapuvu, do Centro de Eventos da UFSC. A mostra de dança inicia às 18h. E é grátis!


Charles Dickens

Essa semana eu vou escrever sobre um livro do Dickens, achei que seria legal escrever também um pouco sobre esse grande escritor.

Charles Dickens é um romancista inglês, nascido em Portsmouth em 7 de fevereiro de 1812.
Durante a infância viveu no Kent e depois em Camden Town (Londres), isto quando a situação da família piorou e foi presa como devedores. Nesta época, Dickens trabalhava numa fábrica de graxa para sapatos. 
Ainda que a situação da família tenha melhorado após o recebimento de uma herança, a mãe não permitiu que ele abandonasse o emprego na fábrica, gerando mágoa.
Em 1832 se torna jornalista, cronista judicial, cobrindo campanhas eleitorais e debates parlamentares.
As crônicas humorísticas "Esboços de Boz" publicadas no Morning Chronicle e "Os documentos Póstumos do Clube Pickwick" garantiram seu nome como escritor.

Em 1836 se casa com Catherine Hogarth, mãe de seus dez filhos. E 1838 foi o ano em que começou a publicar em folhetins semanais "Oliver Twist", obra que traz problemas sociais da era vitoriana. Nos dez anos seguintes publica: Vida e aventura de Nicholas Nickleby, Loja de antiguidades, Barnaby Rudge, Martin Chuzzlewitt, Um conto de Natal, The chimes, O grilo da lareira, The battle for life.

"David Copperfield", sua obra mais famosa juntamente com "Um conto de natal", é publicado em 1849 e inspirado em grande parte em sua vida.

Com o passar dos anos sua obra foi se tornando mais crítica, tendo sido importante, descrevendo grande parte da era Vitoriana, época em que o Império Britânico era a maior potência mundial.

Separou-se da esposa em 1858, quando o divórcio ainda não era bem visto, e passou a viver com a atriz Ellen Ternan até o fim da sua vida em 1870.

Sua obra é poética, a maioria dos romances foram publicados semanalmente ou mensalmente em episódios. Sua escrita é repleta de sentimento e vários de seus personagens são excêntricos, alguns com um estilo gótico.

Charles Dickens foi o romancista inglês mais popular da era vitoriana. Isso é algo muito significativo, ou seja, desfrutando de seu enorme sucesso já em vida.

Muitas de suas obras foram adaptadas para o cinema, televisão e teatro. Como exemplos temos: Oliver Twist de Polanski, Os fantasmas de Scrooge com Jim Carrey interpretando Scrooge. Definitivamente um escritor memorável.




9.4.12

Aves do Pantanal - Edson Endrigo

Na minha formatura agora em março, eu ganhei de presente um livro lindo. Um livro para os biólogos desejarem e invejarem, mas também para todo mundo que curte fotografias, imagens bonitas, mundo natural e aves ter em casa.


O livro Aves do Pantanal faz parte de uma coleção intitulada Aves nos Biomas Brasileiros da editora Aves&Fotos. Todos os exemplares são de autoria do fotógrafo e guia Edson Endrigo (sobre ele).
A coleção foi lançada em 2006 com o bioma da Mata Atlântica, seguido em 2007 pela Amazônia, em 2008 o Cerrado, 2009 o Pantanal, em 2010 o Pampa e em 2011 foi lançado As aves da Caatinga.

O preço no site é de 120 reais. É, um pouco caro... Mas o livro é em capa dura, em papel couché, com todas as fotos (100) coloridas e em excelente qualidade. Vale a pena! Fiquei com um desejo absurdo pelos demais. Porque ele não é apenas lindo para folhear, as fotos são acompanhadas de comentários na página ao lado sobre a espécie ou sobre a foto em questão (em inglês e português).
Um material de estudo bem legal. E um ótimo presente para brasileiros e estrangeiros.

Socó-boi (Tigrisoma lineatum)
Ele levou muito tempo para capturar esse peixe e, assim que o fez, se afastou de mim, pois acho que receava que eu lhe roubasse o peixe. Bem fisgada, a traíra mal conseguia se mexer naquele enorme bico.
 Para deixar um gostinho de curiosidade, eu fotografei algumas páginas do livro para registrar melhor tudo o que eu queria dizer.




 






E essa, apesar de não ser a minha foto preferida do livro, eu não resisti e tive que tirar a foto mais enquadrada para tentar conseguir a beleza da foto, dar cores ... afinal, quem anda no mato sabe como é difícil tirar foto de beija-flores, ainda mais conseguindo os vários tons quando eles existem.



Será que só eu vou fazer um cofrinho para ter os demais?

21.3.12

Pina: dance, dance



Minha recomendação da semana é CORRAM AO CINEMA PARA ASSISTIR PINA! Porque vale muito a pena para quem curte arte, curte dança, curte pintura, curte entrar em contato consigo mesmo.


Não sou das maiores admiradoras da dança contemporânea. Digo isto porque na grande maioria das vezes acho chato e cansativo de assistir, fico pensando em como deve ser maravilhoso apenas para quem está dançando.
Claro que tudo isso muda quando eu vejo uma apresentação que mexe com minha alma, cutuca meus sentimentos, faz meu corpo inteiro se arrepiar e eu desejar que aquele momento nunca acabe (mesmo que a dança me deixe profundamente triste e sofrendo, quero prolongar esse sofrimento). Essa é a razão pela qual eu babo muito nos trabalhos da  Mia Michaels (aliás, uma das razões para eu gostar tanto de SYTYCD). Todo esse significado e essa história eu senti ao entrar em contato com o trabalho da bailarina e coreógrafa Pina, mesmo que através de um documentário homenagem sobre ela. Era como se eu realmente conhecesse ela pessoalmente através das palavras, movimentos e expressões de seus bailarinos.


Me apaixonei pelos movimentos de braço dessa mulher

Essa cena do começo, para mim é ARREPIANTE

"Dance, dance... ou estaremos perdidos." Pina Bausch

8.3.12

Jane Austen, a mulher que sabia falar de mulheres

Hoje, pensando na comemoração ao dia internacional da mulher, decidi que deveria falar sobre alguma mulher que considero importante em minha vida e que seja importante quando vinculada a mulher.
Sim, há muitas mulheres exemplos, desde aquelas com apelo emocional (como minha mãe, tia e avó) até grandes heroínas da história. E, eu optei por uma mulher que realmente entendia sobre nós mesmas: Jane Austen.
 
Jane Austen é uma escritora inglesa do século XVIII, e minha escritora preferida de todos os tempos. Ela nasceu em 16 de dezembro de 1775 e faleceu em 18 de julho de 1817, e toda sua vida morou em Hampshire, num pequeno círculo social.
Sua primeira obra “Lady Susan” foi escrita aos 17 anos. Orgulho e Preconceito (Pride and Prejudice, meu preferido) veio em seguida, mas somente foi publicado em 1813, após a publicação de Razão e Sensibilidade (Sense and Sensibility) em 1811.

Austen se tornou famosa e consagrada pela sua percepção psicológica do meio social, sua ironia sutil ao retratar a sociedade e suas “heroínas”, na minha concepção, sempre mulheres fortes para seu tempo mesmo que com seus defeitos de ingenuidade, imaturidade e outros.
Vemos em suas personagens mulheres que somos, mulheres que conhecemos, mesmo tendo sido retratadas há tantas décadas.
 
Decidi então escrever neste mês de março sobre suas obras, na ordem com que tomei contato com elas: Orgulho e Preconceito, Razão e Sensibilidade, Persuasão, A abadia de Northanger, Emma e, caso eu compre e consiga terminar de ler, Mansfield Park.



Sugestão: há um filme que retrata um pouco da vida de Jane Austen e um romance vivido por ela com Thomas Lefroy. O romance retratado parece ter sido a inspiração de Orgulho e Preconceito.
O filme entitulado Amor e Inocência traz Anne Hathaway como Jane e James McAvoy como Lefroy, e é bom.

22.2.12

Munch e seu grito


Acabo de ler a notícia que o quadro mais famosos de Munch, O grito, será leiloado.
Não tenho pretensões de entrar na disputa, mas confesso que gosto muito do quadro. Talvez seja um pouco da influência da minha mãe e sua graduação em artes plásticas.

Mas, na realidade, não creio que  minha mãe se interessasse muito por esse artista em especial. Porque a primeira vez que ouvi falar dele foi nas aulas de artes durante o período escolar. E fiquei impressionada com a força e o sentimento exprimido através das suas cores e de linhas tão singelas. É assim que visualizo todo o toque deste quadro em mim.




Edvard Munch é um artista expressionista norueguês, que viveu de 1863 a 1944.
Muitos de seus trabalhos revelam essa angústia sobre a dor e a morte, algo muito presente na vida de Munch (morte da mãe e das irmãs).






 Melancolia
Outras obras de Munch
         Friedrich Nietzsche                                                                                                                                  Criança doente


O expressionismo foi um movimento cultural surgido no início do século XX na Alemanha.
Caracteriza-se por deformar a realidade, primando pela expressão dos sentimentos mais do que a descrição real, do que fidelidade à realidade. 
Alguns nomes escutados com frequência e que correspondem a artistas expressionista são Modigliani e Chagall. E no Brasil temos Anita Malfatti e Cândido Portinari.


Mais sobre Edvard Munch oficial

1.12.11

Contra o estigma do HIV

A BBC traz em seu site hoje uma matéria com fotografias que retratam a vida de algumas pessoas soro positivas que lutam contra o preconceito para com elas.

Infelizmente ainda não foi ultrapassada essa barreira. Lembro quando há 12 anos atrás a minha mãe foi comigo ao hospital e falou para eu ter cuidado no banheiro, porque o rapaz que havia feito a ultrassonografia antes "tinha AIDS".
Pobre da minha mãe, logo ela que eu nunca vi discriminar ninguém, logo ela que trabalhou em hospital. Quem dirá as demais pessoas. 
Há campanhas intensivas pelo uso da camisinha, pelo combate ao uso do crack e outras drogas, mas será que não chegou a hora de uma campanha que auxilie as pessoas da saúde a combater esse estigma? Principalmente para combater a contaminação?

A matéria da BBC (aqui) é bonita em matéria de fotografia, é importante como um começo, mas reparem na maioria das histórias: ex-viciado, pobreza/classe média... um país desenvolvido, e pobre menina (virgem, na prima vez, ingênua, inocente).

AIDS não é transmitida em encontros sociais diários, pode abraçar, beijar, dar aperto de mão. Pode sentar no mesmo sofá, conversar no ônibus, estudar junto. Pode namorar, pode transar com preservativo, sair pra dançar, rolar de rir e compartilhar qualquer momento e apoio com pessoas portadoras do vírus do HIV. O que é necessário e importante.

AIDS é transmitida por sexo sem preservativo, transfusão de sangue (o que é MUITO RARO hoje em dia), troca de agulhas... ou seja, nada perigoso ao compartilhar o ambiente, certo?

Mais importante que tudo isso. AIDS É TRANSMITIDA entre casais heterossexuais; entre casamentos com bodas de prata a diamante; entre brancos, pardos, negros e a demais cores do arco-íris; em qualquer idade; em qualquer país e nacionalidade; entre judeus, católicos e ateus; em qualquer idade; na primeira, na segunda ou na última transa da sua vida; entre pessoas QUE NUNCA usaram drogas; entre sedentários e atletas e todo tipo de generalizações. 
TODO MUNDO ESTÁ SUJEITO!

O mais importante é lembrar disso. E tentar esquecer que AIDS é coisa de drogado, promíscuo, homossexual, pobre de país Africano e etc. É esse preconceito estúpido que faz que ano após ano o número de novos portadores positivos seja concentrado entre mulheres casadas, heterossexuais, livre de drogas e com dinheiro.

Como um conselho a mais, eu indicaria a leitura do livro Depois daquela viagem da Valéria Piassa Polizzi, uma autobiografia real de uma menina que descobre o que as siglas AIDS e HIV podem transformar sua vida após sua primeira relação sexual. O livro é muito bom, com uma história bonita, triste, dolorida e essencial para a sociedade atual.


OBS: R$32,70 na Saraiva 
OBS 2: Acho que já passou da hora de uma versão pro cinema, gostaria muito de ver sob a direção da Laís Bodanzky 
 
Minima Color Base por Layous Ceu Azul & Blogger Team